EDUCAÇÃO: DIRETORES E COORDENADORES DISCUTEM BASE NACIONAL CURRICULAR PARA MARABÁ

EDUCAÇÃO: DIRETORES E COORDENADORES DISCUTEM BASE NACIONAL CURRICULAR PARA MARABÁ

Nesta quinta-feira (07) e sexta-feira (08), gestores e coordenadores pedagógicos de todas as escolas urbanas de Marabá discutem a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). O amplo debate está sendo conduzido pela Secretaria Municipal de Educação, por meio da Diretoria de Ensino Urbano.

As discussões sobre a BNCC estão acontecendo na sede do Grupo Futuro Educacional, na Nova Marabá. Na abertura do evento, durante a manhã de hoje (07), o secretário municipal de Educação, Luciano Lopes Dias, elogiou os diretores e coordenadores por se engajarem na discussão e elaboração da Base Curricular para a rede municipal. Ele destacou o compromisso que a equipe técnica da SEMED está tendo em aprimorar as ferramentas pedagógicas para que a qualidade do ensino de todas as escolas municipais seja fortalecida. “Precisamos empoderar todas as pessoas que estão envolvidas neste processo para que tenhamos o conhecimento necessário para elaboração de um documento que contemple nossas necessidades pedagógicas”, disse ele.

O secretário observa que os educadores mais experientes da rede relatam que desde 2002 se discutia a formatação de uma Base Curricular Municipal, mas ela nunca foi sistematizada, como deve ser agora. “Precisamos nos perguntar que princípios queremos oferecer a nossos estudantes. Cada um dos educadores terá uma resposta a partir do projeto educacional que pratica e aquilo que virar consenso vamos adotar como padrão para a rede. Esse trabalho precisa ter começo, meio e fim”, ressaltou Luciano Dias.

Ele também apresentou a necessidade de que a BNCC ajude a resolver um dos graves problemas da rede municipal, que é o letramento dos alunos na idade certa. Para isso, a SEMED está fazendo uma avaliação de cada nível de ensino para ajudar as escolas de acordo com as necessidades de seus estudantes.


O diretor de Ensino Urbano da SEMED, Fábio Rogério Rodrigues Gomes, explica que a Secretaria de Educação percebeu a grande necessidade de iniciar logo a discussão sobre a nova Base Curricular Nacional, que é também uma exigência nacional. Para isso, criou o Dia ”D” de Discussão sobre a Base Nacional Comum Curricular. Hoje, quinta-feira, os diretores e coordenadores de escolas dos núcleos Cidade Nova e Marabá Pioneira participam das discussões. Amanhã, sexta-feira, será a vez dos profissionais que atuam nos núcleos Nova Marabá, São Félix e Morada Nova. Na próxima semana, dia 16, as discussões continuam em todas as escolas com auxílio dos professores.

Fábio Rogério lembra que a BNCC foi aprovada no final do ano passado e todos os municípios têm até o final de 2019 para implementá-la. “Isso significa que a Secretaria de Educação precisa elaborar um currículo para a rede municipal de ensino, que atenda da educação infantil ao 9º ano do Ensino Fundamental”.

A BNCC deverá orientar os currículos dessas etapas e estabelecer as habilidades e competências que devem ser desenvolvidas pelos alunos ao longo da educação básica em cada uma das áreas. A partir dela, os estados e municípios devem elaborar seus currículos, que serão implementados nas escolas.

E para essa produção, a SEMED quer contar com a equipe técnica, professores, gestores escolares e coordenadores pedagógicos. “Estamos dando o pontapé inicial para nos instrumentalizar com estudos. Após o “Dia D” da Base Curricular, serão realizados seminários e formações até chegarmos à consolidação e um currículo para o município de Marabá, que deverá estar alinhado à Base Curricular Nacional”, explica Fábio Rogério.

PRESIDENTE DO CME

Também convidado para o evento, o presidente do Conselho Municipal de Educação, Hildecy Ferreira de Araújo, cumprimentou diretores e coordenadores e falou da importância da BNCC como desafio na reformulação dos currículos para municípios, de forma que garanta aos alunos competências e habilidades necessárias para aprendizagens essenciais. “Precisamos que nossos estudantes alcancem desenvolvimento pleno no exercício da cidadania e tenham garantida a qualificação para o trabalho, já que a própria LDB, em 1996, apontava para isso”, disse Hildecy.

O presidente do CMM reconheceu que há angústia por parte de todos os educadores pela falta de referência em relação à missão da rede municipal de educação, lembrando que os instrumentos existentes, como PCN (Parâmetros Curriculares Nacionais) e Referencial Curricular Nacional para Educação Física trouxeram componentes curriculares importantes, mas que a BNCC precisa ser uma plataforma para ações no chão da escola. “Devemos ter clareza de onde queremos chegar, qual caminho vamos percorrer e quais estratégias e metodologias devemos utilizar”.

Para ele, a qualidade da educação perpassa pelas estruturas física, humana e materiais. Ao falar aos diretores e coordenadores, Hildecy ponderou ainda, que durante as discussões que estão iniciando agora em torno da base comum curricular, os educadores vão poder preparar um planejamento mais condensado para trabalhar as 10 competências da aprendizagem da BNCC. “O momento agora é para debatermos essa base para alcançarmos maiores condições de interação, muito embora essa discussão de acesso e qualidade tenha tomado parte das discussões educacionais”, disse.

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