quarta-feira - 14 novembro 2018

EDUCAÇÃO: ESCOLA PEQUENO PRÍNCIPE PROMOVE SARAU SOBRE A IDENTIDADE NEGRA E INDÍGENA

EDUCAÇÃO: ESCOLA PEQUENO PRÍNCIPE PROMOVE SARAU SOBRE A IDENTIDADE NEGRA E INDÍGENA

Danças, dramatizações, manifesto, declamação de poesias, exposição de estampas africanas, penteados afros, capoeira, murais e percussão estão entre as atividades realizadas no 4º Sarau Lítero Cultural “Mateus Coelho”, da Escola Municipal “O Pequeno Príncipe”, que ocorreu na manhã desta quinta-feira (1º) na própria escola, localizada à Folha 32. O sarau teve como tema “Nossa identidade afrobrasileira e indígena”.

Aluna do 9º ano, Caroline Vitória, participou da coreografia juntamente com sua turma da música They Don’t Care About (Eles Não Ligam Pra Gente) de Michael Jackson, além de um manifesto exaltando a cultura negra. “Aprendi que negritude é bem mais que cor da pele, são nossas raízes, e todos nós temos raízes negras. É bem mais que cor da pele, são traços, lábios carnudos, por exemplo. Esse Sarau foi muito bom, porque veio trazer a luta do negro, o que enfrentam no dia a dia e elevar a autoestima”, explicitou a aluna que tem cabelos cacheados.

Professora de História e uma das coordenadoras do evento, Maria Raimunda Santana, ressaltou que durante todo o ano os professores trabalham o projeto para inserir as temáticas afrobrasileiras e indígenas no conteúdo programático de História. “O que mais vale a pena neste Sarau é o preparo, onde os alunos são protagonistas das ações”, destaca ela.

Ela citou como exemplo a declamação de poemas do 7º ano, onde as poesias foram de autoria dos estudantes com ajuda dos professores, sendo portanto, protagonistas da apresentação. Maria Raimunda ressaltou a parceria com o Projeto Nubumtu (da Unifesspa- Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará), como de fundamental importância para a inserção do conteúdo de discussão de negritude e indígena.

A docente frisa ainda que em pleno século 21 não há mais espaço para trabalhar apenas com vertente eurocêntrica. “Precisamos falar da história dos povos indígenas da nossa região, inclusive de Marabá. Os alunos precisam ser sujeitos da sua própria história, conhecendo suas raízes e antepassados”, encerra Maria Raimunda.

Por fim, o diretor Antônio Soares, afirma que o Sarau é uma das estratégias de aprendizagem de ensino. “Podemos ver durante as apresentações que se trata de um momento de grande aprendizado para todos nós, eles apresentam coisas que geralmente nós não sabemos, porque vimos em nossa época de estudante e esquecemos. É um momento de troca de conhecimento e produção. A escola precisa viver mais momentos como esse, apesar do nosso espaço”. Na opinião do diretor da Escola “O Pequeno Príncipe”, o evento é um esforço coletivo da gestão e professores. “Sem eles [professores] o Sarau não teria essa grandeza. Estamos na 4ª edição, esperamos que os próximos saiam com esse mesmo empenho”, almeja o diretor.

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