quinta-feira - 13 dezembro 2018

Novembro Azul: Secretaria de Saúde realiza cerca de 5 mil atendimentos durante o mês em Marabá

Novembro Azul: Secretaria de Saúde realiza cerca de 5 mil atendimentos durante o mês em Marabá

A cerimônia de encerramento da campanha Novembro Azul aconteceu na manhã da última sexta-feira, 30 de novembro, na Câmara Municipal de Marabá, numa sessão solene. Além de vereadores, estiveram presentes servidores da casa, da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), da Secretaria Estadual de Saúde (Sespa) e ainda estudantes e professores da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará. A programação foi desenvolvida em conjunto entre Câmara, SMS e Sespa.

Em novembro foram realizados 4.990 atendimentos de homens na campanha em centros de saúde de Marabá. Destes, 2.145 foram atendimentos feitos pelo clínico geral, como consultas e palestras. Houve 2.038 exames Antígeno prostático específico (PSA) e ainda, 807 testes rápidos. Segundo Laslene Leão, coordenadora da saúde do homem da SMS, ainda não é possível fazer um levantamento de resultados, mas já se tem conhecimento de 2 casos positivos para câncer de próstata, além de outros para HIV e Sífilis, que foram encaminhados para tratamento.

Laslene conta também que o evento foi apenas um encerramento simbólico da campanha, porque as ações nos centros de saúde, principalmente na zona rural, seguem até o dia 08 de dezembro. Os atendimentos foram prorrogados por conta da demanda. “Mesmo depois dos dias “D”, os homens têm procurado as unidades todos os dias”, ressalta a coordenadora.

No evento, a Sespa disponibilizou aos participantes os testes rápidos de HIV, Sífilis, Hepatite B e C. Já no plenário foram ministradas oito palestras sobre o assunto que tratam da saúde do homem, como as formas de prevenção e de tratamento.

O presidente da CMM, Pedro Corrêa, observa que o dia D do Novembro Azul, já faz parte do calendário da casa, em parceria com a Prefeitura. “Fazemos todos os anos porque todo homem precisa ter a conscientização da importância dessa prevenção, está bem claro que nós homens precisamos nos proteger”, enfatiza o vereador.

O parlamentar municipal Nonato Dourado também ressalta a importância da campanha que foi abraçada pela CMM. “Estamos acompanhando todos os resultados das ações, vamos aguardar no início de dezembro, os relatórios finais da SMS e da Sespa”, destaca Nonato.

Dármina Duarte, diretora de Média e Alta complexidade da SMS afirma que a secretaria está com a base preparada para receber os pacientes que procuraram os postos de saúde para realização de exames. Ao todo, três laboratórios atendem em convênio com a Prefeitura. “Temos um oncologista e os casos que derem uma alteração maior, será atendido por ele. Quando a gente trabalha a prevenção, acaba descobrindo outras doenças, isso é importante porque a descoberta precoce ajuda no tratamento”, enfatiza Dármina.

O enfermeiro Carlos Alexandre Coelho, coordenador da Saúde do homem da Sespa, palestrou sobre as políticas públicas de saúde do homem. Para ele, os homens ainda têm resistência em procurar os atendimentos de prevenção. “O homem acessa o serviço de saúde quando já tem uma doença instalada, precisamos desmitificar isso, pois as políticas buscam o homem para uma prevenção através de vacinas, consultas”, explica Carlos.

“O que o Novembro Azul não fala” foi o tema da palestra ministrada por Jeferson Araújo, professor da Unifesspa. De acordo com ele, é preciso potencializar a campanha e aproveitar o momento para falar de outras doenças.

“É preciso quebrar esse tabu que é a masculinidade. O homem exerce várias identidades ao longo dos tempos e essas identidades que nós assumimos como forte, potente, acaba não nos deixando buscar padrões de saúde, é preciso reconhecer que um homem necessita de cuidados e que adoece também”, comenta o professor.

Seu Royger Lobo, de 61 anos, é servidor público da saúde, e estava atento a todas as informações. Ele fez os exames ainda em outubro e diz que isso costuma ser rotina na vida dele. “Depois dos 55 anos eu sempre faço, não deixo de fazer os exames não”, finaliza.

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