Para cobrar solução da CEF, moradores do Residencial Tiradentes interditam BR-222

Para cobrar solução da CEF, moradores do Residencial Tiradentes interditam BR-222

Moradores do Residencial Tiradentes, entre Morada Nova e São Félix, do Projeto Minha Casa Minha Vida, interditaram na manhã desta segunda-feira (19) a pista da rodovia BR-222 em protesto contra os inúmeros problemas que eles enfrentam no local, como esgoto entupido, falta de água e as condições precárias das ruas. A rodovia só foi liberada por volta de 11h30, após o compromisso da Caixa Econômica em avançar na discussão, em uma reunião na próxima quinta-feira (22), para solucionar os problemas de infraestrutura do residencial, que ainda não foi repassado para a gerência do município.

Apesar disso, o secretário municipal de Planejamento, Ruberval Marcos Rodrigues, esteve no local para conversar com os manifestantes. Segundo ele, o município ainda não recebeu o residencial justamente porque ainda não foram solucionados os problemas de infraestrutura, que são de responsabilidade da Caixa Econômica e da Empresa HF Engenharia, que construiu o conjunto habitacional.

Ele explicou que a Prefeitura já fez todo o levantamento da situação e já notificou a Caixa para que tome as devidas providências. “Nossa parte, estamos fazendo”, diz o secretário.

A manifestação começou logo no início da manhã. Os moradores bloquearam a pista com pneus e pedaços de pau e depois atearam fogo. Segundo a presidente da Associação de Moradores do residencial, Kélvia Duarte, a situação deles está cada dia pior. Falta água e, quando tem é de péssima qualidade; os esgotos estão entupidos; as fossas das casas são pequenas, isso faz com que constantemente tenham que ser esvaziadas; as casas estão rachando e o asfalto das ruas já está deteriorado.

“Queremos a escola e o posto de saúde que está no projeto do conjunto. A Caixa vem nos enrolando a mais de ano e a situação só piora. Por isso, decidimos radicalizar, interditando a BR. Se não solucionarem o nosso problema, vamos parar de pagar a prestação”, avisa Kélvia.

Ainda de acordo com ela, até agora apenas 230, das 1.410 casas do residencial, receberam lajota, quando o projeto é para que todas recebessem a benfeitoria. “Não aguentamos mais. Nem o banheiro de casa podemos usar, porque as fossas estão cheias. O odor é insuportável”, protesta.

Por volta de 11 horas o superintendente regional da Caixa Econômica Federal, Gustavo Fernandes, chegou ao local e conversou com as lideranças, que não queriam liberar a pista, sem ter garantias da instituição financeira que os problemas seriam solucionados. Após muita discussão, eles aceitaram a proposta da Caixa de seguir de lá até o Ministério Público Federal, para expor a situação, e avançar na discussão na reunião da próxima quinta.

Com isso, eles concordaram em liberar a pista. A reunião acabou acontecendo no Ministério Público Estadual, contando com a presença da presidente do Residencial Tiradentes e também do presidente da Associação de Moradores do Residencial Vale do Tocantins, em São Félix, Marcos Sena, que disse que eles também passam por igual problema.

Após conversas com promotor Júlio Cezar, ficou acordado que na reunião de quinta estão presentes o MPF e MPE, HF Engenharia, prefeitura e os líderes dos moradores. A reunião vai acontecer as 13h30 na Superintendência da Caixa, no edifício Amazon Center, Nova Marabá.

No entanto, os líderes dos moradores já adiantaram que essa será a última reunião. Se Caixa e HF não se comprometerem em revolver definitivamente os problemas, irão radicalizar. “Vamos fechar novamente a pista da BR 222 e só vamos liberar ante a solução do nosso problema, assim como vamos parar de pagar as prestações das casas”, avisa Kélvia.

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