quinta-feira - 13 dezembro 2018

PLANEJAMENTO: MARABÁ REALIZA CONFERÊNCIA PARA ATUALIZAÇÃO DO PLANO DIRETOR MUNICIPAL

PLANEJAMENTO: MARABÁ REALIZA CONFERÊNCIA PARA ATUALIZAÇÃO DO PLANO DIRETOR MUNICIPAL
No evento o Plano Diretor da cidade está sendo apresentado para os conferencistas de diversos segmentos como empresários, estudantes, políticos e outros.
Mais de 250 pessoas marcaram presença na abertura da VII Conferência do Plano Diretor Participativo de Marabá. O evento teve inicio na manhã desta quinta-feira (29) e está acontecendo no auditório da Faculdade Metropolitana. O encerramento acontecerá na tarde desta sexta-feira (30), com a eleição de novos conselheiros.  O tema do encontro é “A cidade como um bem comum: plano diretor e as diretrizes gerais do Planejamento Urbano”.
No evento o Plano Diretor da cidade está sendo apresentado para os conferencistas de diversos segmentos como empresários, estudantes, políticos e outros. Lá eles estão participando de três palestras e quatro oficinas que tratam de acessibilidade – cidades inclusivas; estruturação urbana; meio ambiente e cidadania; e cultura. As quatro temáticas são os eixos a serem a trabalhados nesses dias.
Karam  Ell Hajar, presidente do conselho do Plano Diretor, observa que desde a elaboração do Plano, houve a preocupação do conselho em garantir a participação da sociedade e de segmentos nas discussões para contemplar as necessidades da cidade. Agora o objetivo do conselho é sensibilizar a população na construção de agendas, ações e metas para a implementação das politicas urbanas do plano, já a partir de 2019.
“Como implementar essas politicas dentro desses eixo temáticos apresentados é o grande desafio tanto do executivo, quanto da sociedade e para nós do conselho. Vamos tentar construir isso nesse evento, o executivo está propicio”, destaca.
O arquiteto Ephim Shluger, mestre em Desenho Urbano pela Harvard School of Design, foi quem ministrou a palestra magna. Ele ressalta que para existir uma cidade como um bem comum, o plano diretor precisa ser tratado muito mais que uma lei, ele deve ser um norteador, orientando para um crescimento ordenado e justo da cidade.“A gente às vezes pensa que as cidades são feitas de prédios, mas não, elas são feitas por gente. Temos de construir cidade para pessoas, então temos de considerar onde vivem, onde trabalham, onde vão colocar seus filhos para estudar, onde tem facilidade de equipamento de lazer, cultura”.
Para Italo Ipojucan, presidente da Associação Comercial de Marabá (ACIM), o plano diretor é essencial para o ordenamento urbano da cidade e frisa o quanto poderia ter contribuído para a organização do setor industrial: “Temos um setor industrial extremante propício para acomodar grandes negócios, mas não tínhamos diretrizes para ocupar o setor industrial e assim tivemos estruturais industriais se implementando dentro de áreas residenciais, beiras de rodovias, essas são algumas das questões, é a tarefa do plano normatizar e traçar os rumos que a cidade deve trilhar” comenta Italo.
 Já Mancipor Lopes , Superintendente de Desenvolvimento Urbano, reconhece que a cidade tem crescido desordenadamente, mas tem boas expectativas em relação a nova etapa do plano diretor. “O objetivo é o bem estar social, do cidadão e isso nos leva a pensar Marabá com acessibilidade, pensar Marabá para o pedestre, pensar Marabá num bom lugar para viver”, afirma .
Na cultura, José Scherer, diz que serão apresentadas propostas das quais considera prioritárias e nesta conferencia vai ouvir a população sobre as demandas a temática é a identificação e manutenção do patrimônio histórico, cultural e simbólico.
Quanto ao meio ambiente, à doutora Noemi Leão, pesquisadora da Embrapa, defende que a arborização é algo que não deve ser desprezado e tem sua própria lei.  “Você pode não só embelezar a cidade, mas melhorar condições climáticas, dar condições da avifauna sobreviver, traz as espécies ameaçadas de extinção pra dentro da cidade, você preserva. Não estamos falando só de ruas arborizadas, mas canteiro central, é todo um conjunto de benefícios”
Por outro lado, Rubens Sampaio, secretário da SEMMA, diz que o plano é importante para organizar o espaço urbano e dar gestão à secretaria.“Temos conflitos em empreendimentos, por exemplo, que acabam sendo abertos em locais não apropriados para determinada atividade, e com o plano diretor a gente acredita que seja uma questão a ser resolvida”.
A Conferência segue até amanhã com diversas oficinas temáticas para que, cada vez mais, o plano central que direciona os caminhos do município possam ser adequados a realidade de Marabá.
Veja aqui a programação:

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