SEASPAC E CONSELHO DO IDOSO PROMOVEM SEMINÁRIO SOBRE VIOLÊNCIA A PESSOA IDOSA

SEASPAC E CONSELHO DO IDOSO PROMOVEM SEMINÁRIO SOBRE VIOLÊNCIA A PESSOA IDOSA

Na manhã de hoje, 15 de junho, no Plenário da Câmara Municipal de Marabá, a Secretaria de Assistência Social, proteção e assuntos comunitários (Seaspac) e o Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa promoveram sobre o tema “Eu sou você amanhã”, alusivo ao Dia Mundial de Conscientização da Violência Contra a Pessoa Idosa, que transcorre nesta sexta-feira, objetivando alertar o público em geral acerca dos diversos tipos de violência impostos pela sociedade à terceira idade.

Depois do credenciamento do público participante, o evento iniciou com apresentação cultural do Grupo de Carimbó do Centro Social Liberdade. Seguido da composição da mesa por representantes da Seaspac, Conselho do Idoso, OAB, Conselho da Mulher, Diocese de Marabá, Câmara Municipal e Polícia Militar.

Dentre as diversas oratórias, destaque para Júlia Rosa, do Conselho da Mulher; e Cláudia Chini, representante da OAB, que lembraram pesquisa nacional recente que apontava Marabá como o pior município para idoso viver. Mas, a partir de então, muita coisa vem melhorando em prol da pessoa idosa, citando como exemplo a recém-inaugurada Casa do Idoso, um abrigo permanente, com todo o conforto necessário.

Nadjalúcia Lima, secretária de Assistência Social, destacou o empenho de algumas pessoas no desenvolvimento da política do idoso que, aliás, disse que são apenas três faixas etárias que dispõem de políticas específicas: Infância, adolescência e terceira idade.

Quanto aos avanços concretos no tratamento à pessoa idosa, Nadjalúcia citou além do abrigo do idoso, o aluguel da Academia Engenho Novo, onde se concentram diversas atividades destinadas à terceira idade.

No que ao seminário, a primeira palestrante, a psicóloga Nadia Shigaeff, professora da Unifesspa, discorreu sobre o tema “Cuidando de quem cuida”. Segundo ela, a população brasileira está envelhecendo, necessitando de cuidados especiais. “Tem muita gente que envelhece sadio, autônomo, mas outros dependem de demandas de nossa parte, familiar”, assim como na saúde, comércio, é necessário orientar essas pessoas no atendimento à pessoa idosa.

Cuidar do idoso dependente, doente, acamado, demenciado,  é estressante. Por isso, há necessidade de cuidar de quem cuida do idoso nessa situação para que também não venha a adoecer, inclusive causando quadros de violência, de agressão ao idoso.

Por sua vez, a também professora da Unifesspa Ana Cristina Viana Campos, versou sobre o tema “acolhimento humanizado”, que iniciou na saúde pública, e que ela, Ana Cristina, afirma que surgiu para “humanizar o que já é humano”, ou seja, velhas problemáticas da saúde como a falta de leito, de material, recursos humanos.

Há uma referência de prioridade em lei, mas na prática é difícil a prioridade na saúde, pela falta de pessoal; nos bancos comércio e na própria família.

O tema “o papel da família junto à pessoa idosa”, foi desenvolvido pela assistente social Maria Onete Feliz da Silva, da Seaspac, que diz: “Se o idoso vive numa família onde existe amor, carinho, respeito, dignidade, diálogo, ele vive bem; se, ao contrário, é um idoso negligenciado, maltratado”.

Em todos os aspectos, observa Onete, a família vem em primeiro lugar, é o porto seguro do idoso. Mas, é justamente das famílias que o Conselho do Idoso mais recebe denúncias de maus-tratos: é o filho que se apossa da casa do idoso e o isola num cubículo; o neto que usa indevidamente o cartão de aposentaria e não transfere a renda para o idoso, dentre outras violências.

 

 

 

 

 

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