Assistência Social: Ação para crianças no Bairro Amapá inaugura nova Unidade Móvel Educativa

Ao todo, 18 crianças participaram das atividades. Foram entregues máscaras para todas as crianças que não dispunham. Também foram tomados todos os cuidados relativos a álcool em gel, higienização e demais recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Na última sexta-feira (7), pela manhã, o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) realizaram atividades educativas com as crianças do Bairro Amapá sobre o gerenciamento da equipe do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI).

A atividade é a primeira realizada com a nova Unidade Móvel Educativa, adquirida no final de julho. O veículo é uma van, doada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e trás um novo conceito pedagógico, sendo completamente equipada com central de ar, televisão, bebedouro, mesa, acentos. Além de jogos, brinquedos educativos, livros paradidáticos, adquiridos através do Programa Criança Feliz, da Secretaria de Assistência Social, Proteção e Assuntos Comunitários (Seaspac).

A equipe que se dirige ao local é composta por técnicos, assistentes sociais, psicólogos, pedagogos, orientador social, auxiliar social e sociólogo. “A van será utilizada para trabalhar as famílias, indo dentro da comunidade. Podendo chegar até onde elas estão e trabalharmos essa questão do trabalho infantil, falando com os pais, familiares e realizando brincadeiras recreativas, contação de histórias, tarefas e acesso a leitura para as crianças.”, explica Maria Neusa da Silva, coordenadora do Creas.

Ela explica que nesse primeiro momento a ação se deu de maneira reduzida, envolvendo apenas as crianças, devido as questões de segurança relativas a pandemia do novo Coronavirus. Ao todo, 18 crianças participaram das atividades. Foram entregues máscaras para todas as crianças que não dispunham. Também foram tomados todos os cuidados relativos a álcool em gel, higienização e demais recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS).

“Como vamos entrar na comunidade, vivenciar ela, sempre buscamos o apoio de um morador. Conversamos, explicamos quem somos e essa pessoa abre as portas do local como ponto de apoio. Fazemos o convite escrito, com hora, local, objetivo e entregamos na comunidade”, explica. Na ação também foram entregues lanches para as crianças.

Outras ações

Recentemente a assistência social do município também ganhou a Casa dos Conselhos. O local que contempla os Conselhos Municipais de Assistência Social (CMAS), o dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) e o dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CMDPD), já está funcionando. Esses órgãos antes funcionavam dentro da sede da Seaspac e agora contam com salas independentes e auditório para melhor atender a demanda da cidade.

A Casa Lar é outra conquista recente da cidade. Um espaço para receber crianças e adolescentes que necessitam de espaço protetivo. Essas crianças hoje estão no Espaço de Atendimento Provisório (EAP). Essa nova modalidade de acolhimento visa ser mais humana e propiciar um ambiente mais familiar às crianças.

Segundo Luís Silva, coordenador do Programa Criança Feliz, essa é a primeira Casa Lar do Estado e uma das poucas administradas por órgão público. “A maioria é administrada por ONGs. Então estamos estudando a nossa dinâmica. A ideia é que os cuidadores sejam uma espécie de pai e mãe. Tirar o teor institucional. Estamos analisando como trabalhar essa metodologia da melhor forma”, explica.

As casas do novo espaço são totalmente mobiliadas, medem 161,55 m² e possuem 3 quartos, sala de estar e jantar, cozinha, três banheiros, dispensa, quintal  e jardim. Duas das casas contêm berçários com fraldários para o acolhimento de bebês. A capacidade é para até 40 crianças e adolescentes, sendo 10 em cada casa lar, distribuídas inicialmente por faixa etária e grupos de irmãos. Atualmente a assistência social do município propicia moradia a 34 crianças, 21 no abrigo além das 13 que estão sobre a custódia da Família Acolhedora.

Texto: Osvaldo Henriques
Fotos: Divulgação

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