Assistência Social: Famílias atingidas pela cheia recebem novo lote de cestas

As famílias desalojadas, ou seja, que não estão em abrigos da Prefeitura, podem procurar o Cras do bairro para se cadastrar e receber a cesta.

Nesta segunda-feira (27), a Secretaria de Assistência Social, Proteção e Assuntos Comunitários (Seaspac) e a Defesa Civil, com apoio do Exército Brasileiro, deram continuidade à entrega de cestas básicas às famílias nos abrigos oficiais da Prefeitura. As cestas contém 14 itens, como arroz (cinco quilos), açúcar, feijão, óleo, café, biscoito, leite em pó, sal, margarina, dentre outros.

Desta vez, foram contemplados os abrigos da Obra Kolping, onde estão vivendo 45 famílias e o barracão Alzira Mutran, na Rua 5 de Abril, lá são 21 famílias abrigadas. Na sexta-feira passada (24), os alimentos foram entregues no Galpão da Folha 32, do Bom Planalto e do São Félix Pioneiro. Mas todos os oito abrigos vão receber o benefício.

Dona Lenice de Souza teve de se mudar com a mãe idosa, de 65 anos, para o abrigo Alzira Mutran no dia 17 de abril, quando a água voltou a invadir sua casa na Avenida Pará, no Bairro Santa Rosa. A chegada da cesta básica foi importante para a família que além da enchente enfrenta as consequências da pandemia do Covid-19. Lenice é diarista em restaurantes, e por isso está sem renda devido ao fechamento destes estabelecimentos.

“Com todo esse problema de enchente e de doença fica difícil porque a gente fica sem trabalhar, fechou tudo. A gente tá sem benefício algum e a cesta é muito boa. Chegou em boa hora” comenta a Lenice.

De acordo com Luiz Silva, diretor técnico da Seaspac, a entrega de cestas básicas acontece de forma organizada seguindo um cronograma para evitar aglomeração e atender todas as famílias. Até o momento já foram entregues 145 cestas básicas, 73 delas somente nesta segunda-feira. Além disso, a Seaspac vai continuar as visitas pelos abrigos enquanto a situação perdurar.

 “A Seaspac tem uma equipe que vai acompanhar semanalmente o fluxo nos abrigos e se for preciso, também vai encaminhar as pessoas para outras politicas públicas, de acordo com cada necessidade”, afirma o diretor.

Por outro lado, o coordenador da Defesa Civil municipal, Jairo Milhomem, orienta as pessoas atingidas pela cheia, mas que não estão nos abrigos, aquelas caracterizadas como desalojadas, a procurarem os CRAS (Centro de Referência em Assistência Social) do seu bairro.

“O CRAS vai dar todas as informações para essas famílias. Vai fazer um levantamento social para ver se eles se encaixam no perfil social”, destaca o coordenador, que também alerta para que as pessoas continuem nos abrigos até que as águas dos rios atinjam o nível de segurança que é de 9 metros. Nesta segunda-feira, marcava 11,95.

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Texto: Leydiane Silva
Fotos: Paulo Sérgio

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