Assistência Social: Profissionais participam de capacitação para combate à violência da mulher

O objetivo é capacitar os profissionais e sanar dúvidas sobre o preenchimento das fichas do Sistema de Informação de Agravos de Notificação, do Ministério da Saúde

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) em parceria com Secretarias de Assistência Social Proteção e Assuntos Comunitários (Seaspac), realizou nessa sexta-feira (20), no auditório da Seaspac, uma Roda de Conversa com profissionais da educação, saúde e redes de proteção do município. O objetivo é capacitar e tirar dúvidas dos profissionais sobre o preenchimento das fichas do Sistema de Informação de Agravos de Notificação, do Ministério da Saúde.

O intuito é alimentar o sistema, para que se obtenha dados mais precisos sobre os casos de violência que ocorrem no município, facilitando a tomada de decisões sobre medidas públicas a serem adotadas. “É uma ficha nacional que deve ter todo o preenchimento correto dos casos de violência contra criança, adolescente e mulher, violência interpessoal e violência provocada. Um instrumento de todo profissional da saúde, educação e da rede de proteção”, destaca a coordenadora do Programa Saúde da Criança, Adolescente e Mulher da SMS, Silvia Mercedes Abreu.

Silvia explica que o ato de notificar não é o mesmo que denunciar, mas apenas constar a suspeita que será investigada pelos órgãos de justiça. “O público alvo dessa capacitação são todas as redes de proteção de saúde, Creas, Parapaz, delegacia da mulher, pessoal da justiça, enfermeiros, profissionais da educação, professores, pois são pessoas que lidam com essa realidade”.

Uma capacitação já havia sido feita durante os dias 25 a 27 de junho, explicando sobre o fluxo de violência e procedimento a ser tomado. No entanto, foram detectadas dificuldades dos profissionais no preenchimento da Ficha de Notificação. “Explicamos qual o procedimento, de fazer o atendimento humanizado, preencher o cadastro, encaminhar para o órgãos de proteção, que encaminha à justiça. Mas notamos essa deficiência e decidimos fazer essa Roda de Conversa”, explica Silvia.

O enfermeiro do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), Allan Ranieiri, destacou a importância de participar de ações como essa. “Torna melhor o nosso trabalho, para que esses dados possam ser usados pelo poder público, pelos gestores para saber aonde investir o recurso adequadamente. Acabamos no dia a dia nos tornando meio mecânicos em questão de ficha, papel e acabam passando detalhes importantes”, reitera.

A diretora da escola Irmã Theodoro, Ligia Amaral, também participou da ação e destaca os benefícios. “Vejo isso como um grande avanço para nós enquanto gestores da rede de ensino, pelo fato do atendimento especializado. Temos muitos alunos passando por algum tipo de agressão, ou automutilação. Essa ficha fará com que vejamos de fato a necessidade desses registros que um profissional ou qualquer um que venha atender essa demanda”, completa.

Texto: Osvaldo Henriques
Foto: Paulo Sérgio

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