Assistência Social: Seaspac realiza mais de 4 mil atendimentos durante a pandemia

Em tempos de pandemia, os serviços da Secretaria de Assistência Social, Proteção e Assuntos Comunitários (Seaspac) fazem ainda mais diferença na vida de milhares de pessoas. Durante os três meses de quarentena foram distribuídos 1.224 benefícios eventuais à população de baixa renda, realizados 3.596 atendimentos particularizados com psicólogos e assistentes sociais. Além prestar assistência aos mais de 1800 desabrigados durante a cheia do Rio Tocantins.

Foram distribuídas 846 cestas básicas para população carente que procurou os quatro Centros de Referencia de Assistência Social (Cras) e Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) durante o período. Para os desabrigados, na cheia dos rios, foram entregues 1600 cestas básicas.

Também foram realizados 253 atendimentos para distribuição de leites especiais fortificados para crianças, conforme receita médica. “A necessidade é vista conforme o médico prescreve. Foram distribuídas mais de 1000 latas de leite. Algumas famílias chegam a receber mais de 10. A quantidade e o tipo de leite é o médico que descreve e nós atendemos a demanda”, explica Luis Silva, Diretor Técnico da Seaspac.

Completando os benefícios eventuais, a secretaria realizou 60 enxovais para recém-nascidos de famílias carentes e prestou 65 auxílios funerários, inclusive para vitimas da covid-19. Todos os números correspondem ao período de 16 de março até 28 de junho.

A secretaria também realizou a distribuição de máscaras para funcionários e pessoas de baixa renda, inclusive com máscaras personalizadas para as crianças integrantes do Programa Criança FelizO Programa mantém o atendimento de forma virtual e quando necessário presencial, para as 316 crianças e 92 gestantes cadastradas.

Todas as segundas e quartas-feiras, no período noturno, e terças e quintas, no período diurno, as equipes de Busca e Abordagem da Secretaria realizam o monitoramento da situação de moradores de ruas, fazendo a distribuição de kits de higiene bucal e corporal. Também é dado assistência médica e, caso necessário, encaminhamento ao Centro POP (Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua ) ou Hospital Municipal de Marabá (HMM).

Nesta pandemia, Marabá também sofreu um aumento no número de refugiados indígenas da tribo Warao, que vieram da Venezuela para Marabá. A Seaspac prestou auxílio aos indígenas com alimentação, passagem e documentação. Um grupo chegou a ficar alojado no Centro POP, mas não quiseram continuar.

A quarentena também ficou marcada pelo reencontro da Eucilene Cordeiro, 49 anos, com sua mãe, após mais de 25 anos separadas. Ela foi vitima de um AVC, sem conseguir falar e com dificuldades de locomoção, ela foi encontrada em situação de vulnerabilidade e abandono, através de denúncia recebida pelo Plantão Social da Seaspac.

Texto: Osvaldo Henriques
Fotos: Divulgação 

 

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