Assistente Social: Profissionais que formam a linha de frente na luta pela igualdade

 O serviço social é uma profissão essencial. Pautado em um projeto ético-politico. É dever nosso estar na linha de frente nessas situações

Eles são essências na luta pela equidade. No dia 15 de maio, se comemora no Brasil o Dia do Assistente Social. Ao lado dos profissionais da saúde são eles que estão na linha frente no combate aos efeitos devastadores do Covid-19. A Prefeitura de Marabá parabeniza essa profissão que costuma enfrentar frequentemente o lado mais cruel da vida, combatendo a fome, abandono, desigualdade, discriminação, violência, negligencia, opressão.

Vida nova na pandemia

O Assistente Social, Tancredo Paiva, 35 anos, veio do Piauí a Marabá dia 14 de fevereiro, para trabalhar na Secretaria de Assistência Social, Proteção e Assuntos Comunitários (Seaspac). Começando uma vida nova longe da família, após ser aprovado no último concurso da Prefeitura, teve que enfrentar também o início da pandemia que paralisou o mundo. “É um grande desafio. Sair de outro estado e vir para um local que só conhecia pelo google. Com outra cultura e outros desafios”, comenta.

Na Seaspac ele trabalha ativamente para garantir o amparo de pessoas que de alguma forma não tem acesso total a cidadania, ajudando a resolver problemas ligados à educação, habitação, e nesse momento, sobretudo, a saúde e alimentação.  “O serviço social é uma profissão essencial. Pautado em um projeto ético-politico. É dever nosso estar na linha de frente nessas situações. Imbuídos na ideia de assegurar a proteção social e o acesso aos benefícios, projetos e programas do governo”, ressalta.

Tancredo conta que antigamente sonhava em ser advogado, pois sempre quis trabalhar com leis, mas percebeu que no Serviço Social poderia fazer mais. “Nessa profissão posso fazer o mesmo que faria na advocacia com dentro do âmbito da coletividade. Temos atuação nos Cras, gestão, saúde. Atuamos na aplicação, mas também no manejo de legislações específicas que possam balizar os direitos do cidadão”, conta ele que atuava como perito social da justiça federal no Estado do Piauí.

Assistente Social, Tancredo Paiva

Mudança na rotina

Elaine Cristina de Oliveira, 41 anos, atua hoje na questão das urnas funerárias. Em um espaço que está funcionando em uma sala no Centro POP, ela atua de forma a garantir que as pessoas que não tenham condições recebam o serviço nesse momento difícil. “Eu atuo pelo Cras da Morada Novam, prestando serviço a comunidades mais distantes na zona rural. Mas é um serviço que está parado agora com o isolamento. Com isso estamos auxiliando na viabilização desses recursos aos mais carentes”, explica.

Elaine nem sempre foi assistente social, chegou a cursar recursos humanos, mas não se reconheceu na profissão. ‘Vi que não tinha nada a ver comigo. Quando reconheci o serviço social me apaixonei. Uma profissão que nasceu da necessidade de ajudar as pessoas, mas que com estudo descobri que não é só o ajudar é garantir o direito delas.”, comenta.

Elaine Cristina de Oliveira

Valorização da profissão

A Assistente Social, Ana Lídia Palheta Pinto, 50 anos, ressalta que a profissão vem ganhando cada vez mais importância devido ao espaço que tem tomado nas diversas políticas públicas. Ela já trabalha há 21 anos na área e garante que nasceu para isso. “Eu não sei ser outra coisa. Morrerei assistente social por que entendo que a profissão veio para fortalecer justamente aquilo que surgiu como caridade e hoje são políticas que visam garantir direitos e que precisamos implementar cada vez mais para acessar o maior número de usuários”, reforça.

Ela trabalha no Centro de Referência de Assistência Social (Cras) da Nova Marabá, na Casa Abrigo de Mulheres da Região de Carajás e atua no Conselho Regional de Serviço Social (Crees) representando a região de Carajás e no Conselho Municipal de Assistência Social, como conselheira representante do trabalhador do SUS. “É um espaço novo que foi aberto no ano passado, antigamente o trabalhador do SUS não tinha assento. Mas estamos em uma luta diária para fazer valer também o direito de quem está ali, na ponta com o usuário”, destaca.

O Serviço Social surgiu no Brasil na década de 30, na Era Vargas, ganhando reconhecimento da profissão nas décadas seguintes. O Dia do Assistente Social surgiu a partir da aprovação da Lei n° 3.252 de 27 de agosto de 1957, através do Decreto Federal n°994 de 15 de maio de 1962, que regulamentou a profissão no Brasil. Em 1993 foi elaborado um novo Código de ética da profissão mais comprometido com o acesso universal aos direitos sociais, civis e políticos do cidadão.

Assistente Social, Ana Lídia Palheta

Texto: Osvaldo Henriques
Fotos: Divulgação

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