Covid-19: CEI está com atendimento especial para evitar aglomeração

O Centro de Especialidades Integradas (CEI) está funcionando com atendimento reduzido em 50% durante esta quarentena. A medida, que ajudar no combate a disseminação do novo coronavírus, segue todos os protocolos recomendados pelo Ministério da Saúde (MS) e abrange a todas as dezesseis especialidades, com ressalva para a pediatria.

Fábio Lima, gerente do CEI, explica que a redução no número de atendimentos diários foi preciso para evitar aglomeração. Além disso, os pacientes classificados no grupo de risco têm tido o atendimento adiado para evitar a exposição e, consequentemente, o aumento do risco de contaminação.

Grupos de risco

Outra medida é o distanciamento entre os pacientes que se encontram na fila de espera dos consultórios, farmácia e exames. Os assentos estão marcados com avisos sobre a distância. O uso de máscara e álcool 70º também são cuidados presentes no centro, que intensificou a limpeza do estabelecimento.

“Estamos ligando para marcar o dia e horário para que os pacientes possam vir em segurança. Os atendimentos não foram suspensos, apenas reduzidos. Os pacientes acima de 60 anos, que precisam de medicação e estão com as receitas vencidas, podem ser representados por familiares ou responsáveis. O caso será avaliado por um médico para renovação da receita, ele também pode conversar com o paciente por telefone”, enfatiza o gerente.

Fábio Lima, gerente do centro 

O cardiologista Ronaldo Almeida, trabalha no CEI, há cerca de seis meses. Segundo o médico, os pacientes da cardiologia desenvolvem problemas de saúde corriqueiros, que precisam de atenção, como a hipertensão e a insuficiência cardíaca. No entanto, o atendimento tem sido feito, mantendo todos os cuidados. Ele conta que sempre reforça as informações e orientações necessárias para o enfrentamento da covid-19 aos pacientes

“Muitos não estão seguindo as regras preconizadas e a nossa orientação vale para todos os pacientes, principalmente aos dos grupos de risco, idosos, pessoas que já infartaram, pessoas com insuficiência cardíaca, que são os que mais sofrem a forma grave da doença. Fique em casa, não saia. Evite o contato com pessoas que têm o hábito de sair, que não estão obedecendo, uma vez que elas podem levar a doença para dentro de casa. No caso de haver alguma descompensação e a pessoa precisar de ajuda, nós estamos aqui para atender”, ressalta.

 Ronaldo Almeida, cardiologista do CEI 

Gestantes

Ketlyn Dias, ginecologista e obstetra do CEI, também faz recomendações importantes. Ela pontua que as pacientes grávidas são pessoas com alto risco, devido às outras comorbidades e sistema imunológico baixo. A médica observa que, no caso das gestantes, ainda há muitos questionamentos sobre o contágio por covid-19, como, por exemplo, se o vírus pode atingir o bebê.

“A gente ainda não sabe muito do que vem a ser essa pandemia da covid-19. Todo dia tem coisa nova surgindo. É muito novo. A gente sabe, por exemplo, que se a gestante vier a se contaminar e desenvolver uma pneumonia, o risco é muito maior do que em qualquer outra pessoa. Então se cuidem, fiquem em casa, se possível contratem um entregador pra fazer trabalhos remotos, porque já tivemos um caso de morte materna em Recife e outras duas estão em análise” alerta.

Ketlyn Dias, ginecologista e obstetra do CEI

Escola da Saúde

Sobre o funcionamento do Projeto Escola da Saúde, desenvolvido no CEI, Ketlyn disse que as aulas estão funcionando normalmente durante a quarentena, já que os encontros são virtuais, no método de ensino à distancia, por meio da plataforma. São disponibilizadas gravações feitas pelos especialistas e os médicos das unidades de saúde podem tirar dúvidas com direito a feedback, além de acessar as provas.

 

Texto: Leydiane Silva
Fotos: Sérgio Barros e Paulo Sérgio 

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