Covid-19: Comitê de enfrentamento ao coronavírus discute novas medidas

Reunião contou com a participação da médica cirurgiã cardiovascular intensivista Tatiana Carvalho

O comitê de enfrentamento ao coronavírus montado pela Prefeitura de Marabá se reuniu novamente nesta sexta-feira, 27, no auditório da sede do Paço Municipal para tratar novas medidas relacionadas à covid-19. Entre os assuntos debatidos  foi a flexibilização de funcionamento do comércio de Marabá. A reunião contou com a participação da médica cirurgiã vascular intensivista Tatiana Carvalho, que tirou dúvidas relacionadas à proliferação da doença.

Também estiveram presentes, o chefe de gabinete da prefeitura, Valmor Costa, os secretários municipais de saúde, educação, segurança institucional, de comunicação, de planejamento e representantes de outros setores como da Associação Comercial de Marabá.

A médica destacou que o ideal para o país seria a testagem em massa, entretanto não se trata da realidade do Brasil. Em relação a possível flexibilização do isolamento social, ela avalia que o lockdown horizontal deveria durar pelo menos 14 dias.

“Na verdade, a Organização Mundial da Saúde ainda não liberou flexibilizar, a orientação é de isolamento horizontal por 14 dias, que é o tempo máximo de incubação do vírus. Se a gente colocar na nossa cabeça, que a população conscientizou, que não tá chegando muita gente do epicentro, que é São Paulo, e que estão sendo feitas as medidas de higiene, nesses 14 dias, ou a população vai adoecer ou ela já está se imunizando também, então a partir daí a gente flexibilizaria o vertical [volta ao trabalho dos jovens], que é longe do ideal, que seria a testagem em massa, mas é o nosso jeito, eu também não defendo a economia ficar parada tanto tempo, a gente não vai suportar”, reiterou.

A doutora Tatiana destacou que o Estado optou pelo isolamento social na hora certa, já que países como os Estados Unidos e Itália, que desobedeceram o isolamento, tiveram crescimento na taxa de infectados.

“O isolamento é efetivo, é uma orientação da Organização Mundial da Saúde e do Ministério da Saúde  e da Sociedade Brasileira de Infectologia. Tem muita gente falando de países que deram certo com outras medidas, mas é nossa realidade? É tudo muito novo, não dá para afirmar nada, agora se a população for toda para a rua sem restrição nenhuma e tiver uma taxa de infecção acima de 30%, que é o estimado, nós não vamos tolerar no nosso sistema de saúde”, disse.

A médica intensivista pontuou que com ou sem flexibilização do isolamento é preciso redobrar os cuidados com a higiene, como manter as mãos sempre limpas, lavando com água e sabão, proteger o rosto com os braços ou um lenço ao tossir ou espirrar, manter uma distância de segurança de dois metros das pessoas, e quem estiver chegando de carro na cidade, principalmente do epicentro da covid-19, que é São Paulo, ter consciência de se manter isolado, já que à medida que chegam novas pessoas, os riscos aumentam.

As informações repassadas e discutidas estão sendo debatidas com o prefeito Tião Miranda, para que sejam tomadas as medidas necessárias que contemplem todos os setores social, econômico e, principalmente, de saúde.

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