Covid-19: Compartilhamento de Fake News pode oferecer riscos

Não são poucos os casos de Fake News que têm sido espalhadas na cidade. Em época de pandemia, a Prefeitura de Marabá alerta a importância de não se compartilhar notícias sem a devida confirmação de veracidade. É frequente nas redes sociais e aplicativos de mensagens instantâneas como Whatsapp, a divulgação de notícias falsas ou imprecisas sobre casos do novo coronavírus (covid19) no município e de outros assuntos.

As Fake News têm um padrão de linguagem que facilita o seu reconhecimento. Fique atento quando se deparar com alguns destes sinais:

-Temas polêmicos ou de grande repercussão
-Solução mágica para questões complexas (especialmente relacionadas à saúde)
-Mensagens alarmistas
-Informações teoricamente exclusivas que todos querem supostamente esconder
-Argumentos que colocam em dúvida dados já consolidados
-Supostos depoimentos de pessoas desconhecidas
-Informações que não citam claramente a fonte ou são creditadas a anônimos.

O principal cuidado que se deve ter é sempre checar a informação com alguma fonte oficial. No caso do coronavírus, as principais fontes oficiais são a Secretaria de Saúde do Município (SMS), a Secretaria de Saúde do Estado (SESPA), a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Infectologia. “Nesse momento as fontes são os órgãos de saúde pública e os profissionais de saúde. Se você não tem absoluta certeza que a informação não vem de um deles, não compartilhe”, comenta Janine Bargas, doutora em comunicação social, professora da Faculdade de Comunicação (Facom) da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa).

A especialista comenta que o compartilhamento de notícias falsas pode oferecer grandes riscos à saúde, principalmente quando relacionadas com anticientificísmo (movimento anticiência), como no caso do sarampo, que era uma doença erradicada e vem apresentando novos surtos no país. “Quem vai entender sobre coronavírus? São políticos? É o vizinho? Não. São os profissionais de saúde e os órgãos responsáveis pelo cuidado de saúde. Receitas que passam nos grupos, não confiem. Se não vem da ciência, não virá da pessoa comum.”, ressalta Janine.

A também professora de jornalismo da Unifesspa, Elaine Jarvoski, explica que há uma tendência do ser humano de compartilhar informações que sejam mais sensacionalistas e que vão de encontro aos desejos pessoais. “Nas ciências sociais, chamamos de viés de confirmação, uma tendência que faz com que todo mundo tenha mais propensão a lembrar e pesquisar fatos que confirmem suas próprias crenças e hipóteses. Com isso as pessoas compartilham coisas falsas porque querem que aquilo seja real”, acrescenta.

Confira algumas dicas para não cair em Fake News:

Verificar a procedência: Utilize fontes oficiais, como sites do governo ou sites de jornais amplamente conhecidos. “Qualquer pessoa pode comprar um domínio e destilar Fake News, recomendação é assistir, ler sites de referências. Em caso de dúvida, confrontar um com o outro”, destaca Janine Bargas

Ler a matéria, não apenas o título ou a chamada: “Ler a notícia inteira, pessoas estão compartilhando muitas vezes só pelo título e isso já mostra a falta de apuração. É mais fácil ser enganado”, sublinha Elaine Jarvoski.

Confira a data de publicação: algo que era verdadeiro há uns meses atrás já pode ter caído por terra, especialmente na área da saúde, que é bastante dinâmica e avança com agilidade nas pesquisas científicas.

Olhar a estrutura do texto: “Letra em caixa alta, muita exclamação, erros de pontuação, revelações bombásticas que não se vê em nenhum outro lugar, já demonstram que não são informações muito confiáveis.”, destaca as especialistas

Separar o que é opinião do que é informação: Muitas vezes as pessoas têm dificuldade de separar uma opinião de uma informação jornalística e tomam aquela opinião como um fato.

Doutora em comunicação Janine Bargas
Doutora em comunicação Elaine Javorski

 

 

 

 

 

 

 

 

Texto: Osvaldo Henriques
Fotos: Internet e Arquivo pessoal 

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