Covid-19 : Samu e HMM tem retaguarda com ampliação de profissionais e leitos com respiradores

Nos preparamos bem e acredito que Marabá seja hoje a cidade do interior melhor preparada para enfrentar a Covid, tanto de estrutura física, de EPIs, quanto numero de profissionais”, sublinha o gestor médico do HMM.

O Hospital Municipal de Marabá (HMM) e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) estão trabalhando em regime especial devido à pandemia do novo coronavírus. O HMM possui hoje duas áreas isoladas para atender os pacientes suspeitos de Covid-19.

Uma dessas áreas abriga atualmente cinco leitos de UTI para atender pacientes com sintomas graves da doença. Além de mais 15 vagas para pacientes moderados. Segundo o gestor médico do HMM, Edinaldo Pereira Araújo, outras cinco UTIs passarão a funcionar em breve. “Foram comprados mais cinco leitos de UTI que chegam na quinta-feira (23)”, conta.

Edinaldo destaca que a referência para casos de coronavírus no município é o Hospital Regional e não o HMM. “Estamos atendendo todos, mas não somos a referência para o atendimento de Covid-19, esse deveria ser o Hospital Regional. Nos preparamos bem e acredito que Marabá seja hoje a cidade do interior melhor preparada para enfrentar a Covid, tanto de estrutura física, de EPIs, quanto numero de profissionais”, sublinha.

Como funciona?

O principal objetivo do plano de contenção montado pelo HMM é para que não haja pacientes com Covid-19 ou suspeitos dentro do hospital. Por isso, a primeira área é apenas para a triagem. Qualquer paciente que chega com alguma sintomatologia respiratória, como falta de ar, tosse, febre, ou que tenha tido contato com infectados, não entra no hospital.

“Esse paciente pode ter vários destinos, de acordo com a análise do médico, pode voltar para casa, já com atestado médico, medicação, tudo certinho. Ou ir para a segunda área”, esclarece Edinaldo, explicando que essa  segunda área é onde estão os leitos de UTI, montada atrás do prédio do HMM. Nesse setor são recebidos os pacientes com sintomas mais graves.

“Recebe pacientes que já estão com dispnéia, que precisam de soro, de terapia intensiva, esse sai da primeira área, direto para a segunda área, a área Covid. Com isso o atendimento no resto do hospital segue normal para pacientes que não apresentam sintomas do coronavírus”, reitera.

Ambas as áreas dispõem de médicos, fisioterapeutas, enfermeiros e técnicos.

Estou com sintomas, como proceder?

A pessoa deve ligar para o SAMU para orientações, caso seja confirmado que são sintomas de covid-19, um médico orientará e analisará se a pessoa deve permanecer em isolamento e qual medicamento tomará. Caso trabalhe, a pessoa pode conseguir um atestado nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), sempre respeitando as regras de proteção. Todos os postos estão preparados para atender pacientes com sintomas de síndrome gripal.

“Esses profissionais receberam treinamento e orientação de como proceder. O atendimento a pacientes com síndrome gripal pode ser feito nas Unidades Básicas de Saúde. Isso é importante porque se todo paciente for para o HMM isso irá causar superlotação”, reforça Edinaldo.

Caso os sintomas sejam mais específicos ou graves, a equipe do SAMU irá à casa da pessoa fazer o atendimento. Dependendo do que ocorrer na visita, a pessoa já será transportada para as áreas especiais do HMM.

O SAMU também está responsável por fazer as transferências dos pacientes com Covid-19 do HMM para o Hospital Regional ou o Hospital de Campanha. Atualmente o SAMU conta três médicos trabalhando 24 horas por dia. “Se houver necessidade vamos aumentando conforme a demanda. Chegamos a receber até 400 ligações por dia”, relata.

No momento, o SAMU está funcionando em um espaço dentro da Secretaria de Assistência Social Proteção e Assuntos Comunitários (Seaspac). A nova área tem uma capacidade maior de atendimento, com mais linhas telefônicas, 10 novos computadores e com a adequação de distanciamento prevista pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Capacitação

Todos os profissionais de saúde de Marabá receberam uma extensa capacitação para lidar com os casos de covid-19 no município. “Foram realizadas várias sessões de treinamento para as equipes. Tivemos participação de um médico do Sírio-Libanês com os médicos do HMM, participação da equipe do Regional. Tudo para atender a população e evitar o contágio”, explica.

Segundo Edinaldo, o município também não está tendo nenhum problema em relação aos Equipamentos de Proteção Individual (EPI). “Foram adquiridos vários EPIs e a maioria já está na cidade. Não estamos encontrando dificuldades em relação a isso tanto no transporte de pacientes como no atendimento”, conta.

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) adquiriu 124 mil máscaras cirúrgicas N95, 18 mil luvas e 100 óculos de proteção da mineradora Vale. Outros materiais já haviam sido doados também pela Facimpa. Além disso, um Processo Licitatório para a aquisição de mais de 50 itens de EPIs mais avançados já está em andamento.

 

Texto: Osvaldo Henriques
Fotos: divulgação

 

 

 

 

 

 

 

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