Covid-19: Testagem rápida itinerante atende moradores do Residencial Tiradentes

 A Secretaria Municipal de Saúde já realizou 13 mutirões de testagem em diversos bairros da cidade

A Prefeitura de Marabá dá continuidade aos mutirões de testagem rápida para Covid-19 pelos bairros da cidade. No último sábado (18), a comunidade do Residencial Tiradentes foi quem recebeu a equipe da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) com médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem, dentre outros profissionais. Ao todo, foram disponibilizados 400 testes rápidos para aquela população.

Ao saber da ação, dona Gerusa Alves, de 62 anos, se apressou em procurar atendimento. A idosa disse que estava sentindo sintomas da doença, mas não pensava em procurar o Hospital Municipal por causa do deslocamento até lá.

“Eu vi as barraquinhas e disse: vou fazer. Fiz e deu positivo. Me consultei e o médico explicou que já está passando. É muito importante essa ação aqui, se não tivesse eu não teria feito o exame”, comentou a moradora.

Gerusa Alves, 62 anos

A comerciante Roberta Rocha fez o teste pensando nela e nos clientes. Ela que sofre de problemas alérgicos, quis verificar se a saúde está comprometida para não transmitir a doença por falta de conhecimento.

“Eu tô na linha de frente, porque trabalho com vários grupos de pessoas, então a gente tem que se cuidar. Aqui no bairro é muito carente e às vezes as pessoas não têm nem como ir a um hospital pra fazer essa testagem por questão financeira. Achei muito importante que a prefeitura tenha disponibilizado essa ação”,  destaca a comerciante.

Comerciante Roberta Rocha fez o teste para se prevenir

O operador de máquinas, Edilson Radson, 43 anos, estava trabalhando quando foi avisado pela esposa do mutirão. Ele disse que não teve outras oportunidades de fazer a testagem, por isso, largou o trabalho por alguns minutos para cuidar da saúde.

“Se todo mundo fizesse era bom. Eu vim pra saber se eu tenho ou já peguei. Há um tempo atrás eu senti dores nos rins, não sei se foi por causa dessa pandemia. Agora vou só aguardar o resultado”, disse o operador.

Edilson Radson, operador de Máquinas

A professora Patrícia dos Santos é líder comunitária e explica que o mutirão era um anseio da comunidade. Ela também levou a filha  Ana Claudia, de 11 anos para fazer o teste.

“A gente correu atrás, solicitamos a Prefeitura e ao vereador Marcio e fomos atendidos. Estávamos precisando disso. Muita gente ainda tem medo. Foi uma ação muito boa. As pessoas estão saíram felizes com o atendimento”, ressalta a professora.

Líder comunitária Patrícia dos Santos

Apesar da idade, Ana Claúdia sabe o que representa o mutirão para os moradores do residencial diante da pandemia do novo coronavírus.

“É uma ação bem planejada. Eu já senti os sintomas, mas o meu teste deu negativo e fiquei muito feliz. Eu não ando tendo muito contato físico com as pessoas. Eu já estudei muito sobre esse vírus. Pesquisei se quem pegou uma vez pegava de novo. Criei muita paranoia, mas aprendi que rico ou pobre quando pega esse vírus fica na mesma situação”, explanou a pequena sobre os conhecimentos dela acerca do assunto.

Ana Cláudia já é consciente desde pequena

De acordo com Valmir Moura, secretário de Saúde, desde que a pandemia do novo coronavírus se espalhou, esse foi o 13º mutirão de testagem rápida realizado pela SMS, nos bairros da cidade. O secretário esclarece que o mutirão também é uma estratégia para sondar como anda a saúde da população.

“É uma ação muito positiva, bem aceita pela comunidade. A gente havia dado uma parada por que o número de testes havia reduzido e não estávamos conseguindo trazer testes de fora. Agora acreditamos que nas próximas semanas deve chegar mais um quantitativo e vamos fazer mais uma rodada. Com isso nós vamos saber como anda a saúde da população”, enfatiza o secretário.

Secretário de Saúde Valmir Moura diz que outros mutirões ainda vão ocorrer

Mônica Borchart, diretora do DAB (Departamento da Atenção Básica) da SMS, reforça que dentre outros objetivos, a testagem rápida itinerante é uma grande oportunidade de trabalhar a prevenção.

“O objetivo mesmo é de prevenir um pouco dessa população e verificar como está os nossos indicadores em relação ao coronavírus. A nossa ação tá transcorrendo muito bem e ao longo dessa semana, assim que chegarem novos testes, a gente vai para outros núcleos fazer essa mesma ação. A partir do momento que essa pessoa verifica que o teste dela deu positivo, a gente já traz a consulta com o médico, e ela já sai daqui com a medicação”, esclarece a diretora.

Mônica Borchart, diretora do DAB, conta que o objetivo é prevenir a população

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Texto: Leydiane Silva
Fotos: Paulo Sérgio dos Santos

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