Defesa Civil: Famílias abrigadas recebem cestas básicas

(8 de março de 2021)

Defesa Civil pede que famílias não retornem ainda às residências

As famílias que estão nos abrigos públicos estão recebendo ações de assistência. Na manhã desta segunda-feira (8), a coordenação da Defesa Civil do município e a Secretaria de Assistência Social, Proteção e Assuntos Comunitários (Seaspac), com apoio de militares do Exército, realizaram a entrega de cestas básicas de alimentos às pessoas atingidas pela enchente.

No abrigo da Obra Kolping, no bairro Belo Horizonte, uma das 35 famílias atendidas com a entrega da cesta básica foi a de dona Antônia Marques Portel. “Agora estou feliz. Estava faltando feijão, arroz e agora só falta a carne. Foi uma ajuda muito boa, aqui está bem. Nossa casa ainda está submersa e nós estamos aqui esperando o rio baixar”, disse.

Dona Antônia Marques

Ainda no abrigo da Obra Kolping, dona Luciana Pereira da Silva, foi beneficiada com uma cesta básica. Sem marido e desempregada, ela mora apenas com o filho. “Chegou em boa hora, pois estávamos precisando e ajuda muito, somos apenas duas pessoas então dá para mais de uma semana”, disse.

Luciana Pereira e o filho

A entrega das cestas continua em outros abrigos. No período da tarde, a entrega estava prevista no abrigo do bairro Bom Planalto. A entrega será feita em todos os outros abrigos ao longo da semana.

“Primeiramente alojamos todos e fizemos os cadastros e agora é hora de fazer a distribuição de alimentos. Sabendo que o nível do rio baixou fica melhor para planejarmos novas entregas e estamos encaminhando as equipes dos CRAS e CREAS, pois sabemos que tem violência contra mulheres e as crianças precisam de atividades porque elas estão muito ociosas e temos que cuidar da autoestima das pessoas e o poder público tem que se fazer presente na vida delas”, disse Nadjalúcia Oliveira, secretaria municipal de assistência social, proteção e assuntos comunitários.

Nadjalúcia Oliveira, titular da Seaspac

O nível do rio Tocantins continua baixando. A régua fluviométrica, no bairro de Santa Rosa, amanheceu na manhã desta segunda-feira (8) com 10,14 metros, 12 centímetros menos que a medição de domingo, quando registrou 10,26 metros. Apesar da baixa, a defesa civil continua em alerta e pede para que as famílias não retornem neste momento.

“O recuo sempre existiu, mas tem também o repique e pode voltar até maior que a anterior, então a defesa civil não orienta ninguém retornar neste momento e pedimos às famílias que permaneçam nos abrigos e ainda esta semana atenderemos todas as famílias com as cestas básicas”, disse Jairo Milhomem, coordenador da defesa civil de Marabá.

Jairo Milhomen, coord. da Defesa Civil
(à esquerda)

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Texto: Victor Haôr
Fotos: Paulo Sérgio