Dia dos Pais: Comemoração este ano será diferente, mas regada de amor e dedicação

Os papais Carlos Eduardo e Luís Silva, ambos servidores do município, relatam a experiência de ser pai e como vão comemorar a data em tempos de pandemia.

Neste domingo (9), é o segundo domingo de agosto, data em que é comemorado o Dia dos Pais no Brasil. Em tempos de pandemia, a comemoração promete ser diferente este ano, sem aglomerações e sem aquelas grandes reuniões em família. Desta vez, os presentes serão aqueles que o dinheiro não pode comprar: atenção, afeto e deferência. Conheça a experiência dos papais Carlos Eduardo e Luís Silva, ambos servidores da Prefeitura de Marabá.

O fiscal ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), Carlos Eduardo da Silva Fernandes de 39 anos, casado com a jornalista Aretha Fernandes é o papai da pequena Marina Souza Fernandes, de 8 meses. Ele está sendo pai pela segunda vez, mas na primeira gestação da esposa tiveram o sonho de carregar um bebê no colo adiado, devido a complicações durante a gestação.

“Não tivemos a felicidade de ele ter vindo ao mundo e nossas expectativas foram lançadas na Marina. A segunda vez eu fiquei temeroso, e cada vez que havia algum tipo de problema na gestação como o descolamento de placenta, já me trazia à memória tudo que tínhamos passado na primeira gestação. Mas o importante que deu tudo certo, a Marina veio ao mundo, me trouxe novas expectativas e perspectivas de vida. Uma criança muda tudo, além daquilo que imaginávamos mudar”, relata ele, complementando “a sensação de ser pai é como se a vida toda eu estivesse caminhado incompleto, sem uma parte de mim”.

O papai coruja Carlos Eduardo não escondeu que o seu desejo era mesmo ter uma menina, e ainda quando Marina estava no ventre de sua mãe ele sonhava com o cabelo dela e com quem iria parecer. “O carinho dela com a gente e doçura são enormes, imaginamos as melhores virtudes para Marina, ela é o amor em pessoa. Foi um sonho realizado ser pai”, expressa Carlos Eduardo.

Serviço

Na prefeitura de Marabá, Carlos Eduardo exerce o cargo de fiscal ambiental na Semma. Para ele, o serviço público foi um fundamento de tudo aquilo que construíram por meio do trabalho. “Primeiro Deus que tornou possível que realizássemos nossos sonhos, por meio do meu trabalho que foi possível planejar a Marina, na época que poderia vir e como dar todo suporte necessário com plano de saúde, enxoval, e assim proporcionar que o sonho seja feito. Isso tudo ensina que devemos amar e servir. Todo ser humano deve servir e amar, independentemente de cor, raça ou escolha sexual”, destaca ele que este ano, devido à pandemia, vai passar o dia dos pais de plantão trabalhando, enquanto a esposa ficará em Belém com o avô, mas as comemorações e gestos de carinho já foram antecipadas no aconchego do lar.

Eduardo e Marina no primeiro passeio em Marabá

Pai amigo

O coordenador do Programa Criança Feliz, da Secretaria de Assistência Social, Proteção e Assuntos Comunitários (Seaspac), Luis Silva de Souza de 26 anos, é casado com Vanderlene Andrade de Souza. Fruto desse relacionamento nasceram dois filhos: Enzo Gabriel de 7 anos e o caçulinha Anthony Lorenzo, com apenas dois meses. Os nascimentos desabrocharam em Luís o instinto de pai amigo, além do provedor.

Mesmo residindo em Murumuru, localizada à 29 km do local de trabalho, Luís Silva disse que dá prioridade aos filhos, independente do seu cansaço físico ou emocional. “Eu sou o único que trabalha na minha casa, porque optamos por minha esposa cuidar integralmente de nossos filhos enquanto eu estou no mercado de trabalho, mas ao chegar em casa sou eu que assumo a tarefa de cuidar, brinco com o maior, dou banho no menor, alimento e coloco para dormir. Eu priorizo a atenção e carinho, ainda mais nesse momento de pandemia que estamos passando”, relata Luís.

O paizão esforçado narra que primeiro filho foi uma experiência um pouco complicada, porque ele não mamou os primeiros dias e pelos papais serem de primeira viagem não tinham experiência, por isso passaram muitas noites em claro. Entretanto, já o segundo filho teve vantagem pelo fato de Luís já ter tido experiência de ser pai.

“Ser pai é uma dádiva. Perdi o meu um pouco cedo, mas enquanto estive com ele, ele me ensinou a dar carinho e amor. Quando ele me deixou eu tinha 7 anos de idade, meu avô me criou e retratou o espelho de um pai, sendo parceiro e amigo.  Eu tento passar para os meus filhos esse carinho e de uma certa forma tento dar a eles aquilo que não tive em termos de afeto. Por isso, ao chegar em casa tento ser o pai Luís, amigo e esposo também, os problemas ficam no trabalho e em casa eu visto a roupa de pai para poder dar aquilo que meus filhos merecem atenção e afetividade”, afirma Luís que vai passar o Dia dos Pais juntinho dos filhos e da esposa, em casa.

Luís e os dois filhos Enzo e Anthony

Texto: Emily Coelho
Fotos: Arquivo pessoal

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