Educação: Alunos da Educação Infantil desenvolvem leitura e escrita de forma lúdica

NEI Monteiro Lobato, as crianças desenvolvem a aprendizagem com atividades voltadas para a ludicidade, coordenação motora, letramento e outras habilidades

Com quantos anos você começou a ler? A pequena Gabriele e o Anderson, começaram aos 5 anos de idade. Os dois são alunos do Jardim II, do Núcleo de Educação Infantil Monteiro Lobato, no Bairro Independência, onde a Educação Infantil possibilita o conhecimento da leitura e da escrita para a garotada da pré-escola.

No NEI Monteiro Lobato atualmente estudam 257 alunos distribuídos entre as turmas do Maternal e Jardim I e II. Só no Jardim II, estudam 76 alunos. E lá é possível encontrar nas cinco turmas, crianças que já atingiram o nível alfabético, lendo com fluência.

Na sala da professora Lesley Costa, quase a metade da turma do período vespertino já está lendo. É o caso da Gabriele e também do Anderson. Gabriele tem preferência pela leitura do clássico “Chapeuzinho Vermelho”, mas do seu jeitinho lê todos os textos que são apresentados a ela. Já o Anderson, mesmo com timidez, mostrou que já sabe decifrar os códigos linguísticos.

A professora Lesley, sente alegria ao falar de seus alunos leitores. Ela explica que a conquista da leitura é própria do processo de desenvolvimento e a intervenção em sala de aula é para auxiliar na aprendizagem da criança em todos os aspectos, inclusive na leitura e na escrita. Com isso, na turma dela, dos 26 alunos, 15 já estão alfabetizados.

“Fico muito feliz, porque as vezes alguns se desenvolvem na leitura e escrita, outros no desenvolvimento do equilíbrio e coordenação. A gente foca na leitura e escrita, mas eles também se divertem. Levam livros de história para casa”, comentou a professora.

Há quatro anos lecionando na Educação Infantil, a professora Antônia Francisca de Sousa, pôde observar o quanto o papel do professor nesse processo de aprendizagem é de fundamental importância. Ela também rege uma turma do jardim II e acredita que a responsabilidade de ensinar é o que tem feito a diferença, por lá.

“Sempre incentivamos eles com as leituras e escritas, sem deixar de lado as outras aprendizagens. Aqui, eles se desenvolvem na leitura, na fala e na escrita”.

Trabalho pedagógico

O professor Antônio Leite atua na Educação Infantil há 18 anos e acompanha de perto o trabalho pedagógico desenvolvido com os pequeninos. Ele explica que o NEI trabalha em três vertentes: a psicogenética, o conhecimento das letras e a consciência fonológica para trabalhar o cognitivo.

“A criança para nós não é só cabeça. É corpo e mente. Eu sei que não é obrigação da Educação Infantil alfabetizar as crianças, porque não é uma fase preparatória do Ensino Fundamental, mas não podemos tirar o direito delas de se desenvolver. Nossas crianças da escola pública têm que ter a oportunidade de se desenvolver, de aprender e é preciso buscar a formação pra essa criança”, sublinha Antônio Leite.

É com esse pensamento, que no NEI Monteiro Lobato as crianças desenvolvem a aprendizagem. Lá, as atividades são voltadas para a ludicidade, coordenação motora, dentre outras habilidades, e um delas o letramento. O professor Antônio e sua equipe se empenham para que os alunos desde cedo, sejam cidadãos conscientes, e isso vem através do conhecimento do significado das letras.

“Aqui nós respeitamos o nível de desenvolvimento das crianças, mas também não deixamos de agir. Aprendem brincando, mas na escola tudo tem de ter uma intencionalidade”, argumenta o professor.

Programa Municipal de Alfabetização

A fim de ajudar, instrumentalizar e contribuir com professores no processo de alfabetização de crianças, a Semed (Secretaria Municipal de Educação) possui o Programa Municipal de Alfabetização (PMALFA). Ele atende crianças do 1º e do 2º ano do Ensino Fundamental. Nas palavras do diretor de ensino urbano, mestre em Educação, Fábio Rogério Rodrigues Gomes, o programa objetiva qualificar os professores para garantir que as crianças sejam alfabetizadas até o término do 2º ano. Consoante a BNCC (Base Nacional Comum Curricular), o processo de alfabetização deve se consolidar até o término do 2º ano do Ensino Fundamental.

Texto: Leydiane Silva
Fotos: Paulo Sérgio

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