Educação: Alunos da Escola São Francisco se destacam no xadrez

A Escola Municipal São Francisco, localizada no km 02, iniciou o ano cheia de expectativas e motivação de sobra para incentivar os 270 alunos, do 6º ao 9º ano, a desenvolverem projetos científicos. São os primeiros resultados, após dois anos de intensificação dos trabalhos que deixaram a equipe confiante, principalmente no projeto de Xadrez, com mais destaque entre os alunos.

A modalidade entrou na vida de Raissa Lopes, há três anos e conquistou de vez o interesse da adolescente de 14 anos, aluna do 9º ano. Ela conta que a brincadeira com o tabuleiro e as peças passou a ser olhada por ela como objeto cientifico, lhe rendendo uma bolsa de iniciação cientifica, na Universidade Federal do Sul e Sudeste Paraense (Unifesspa), no ano passado.

Com o auxílio da escola, a Raissa desenvolveu o projeto Xadrez nas escolas. A pesquisa envolveu entrevistas com professores de diversas disciplinas e demais alunos. O resultado foi apresentado na Mostra Científica da Unifesspa, a MOCISSPA, onde a aluna conquistou o primeiro lugar, na categoria Ciências Humanas e Sociais.

“No inicio eu queria descobrir apenas como o xadrez tinha surgido, a história, mas depois eu fui descobrindo que o xadrez pode ser usado como uma ferramenta pedagógica dentro da escola”, disse.

Raíssa Lopes

Vanusa Barros, diretora da escola, explica que o principal foco da equipe da Escola Municipal de Ensino Fundamental São Francisco é o real ensino-aprendizagem dos alunos, por isso, o currículo em movimento: tecendo saberes é desenvolvido com muita dedicação. Mesmo aguardando pela reforma do prédio, a escola faz questão de garantir o funcionamento dos espaços pedagógicos como sala multifuncional, sala de leitura e laboratório de informática e desenvolvimento de projetos paralelos ao de iniciação cientifica, inclusive como critérios de avaliação. Além do xadrez, os alunos participam de aulas de música, oficinas de redação, leitura, bem como a Gincana Cultural Permanente.

“Nessa gincana são trabalhados todos os conteúdos desenvolvidos a cada bimestre. Os alunos são divididos em equipes e há uma competição entre eles. Com esse currículo, nosso índice de aprovação aumentou. O Ideb [Índice de Desenvolvimento da Educação Básica] também vem aumentando gradativamente, e a gente tem trabalhado para melhorar essa proposta curricular. Quando a gente ver o produto final desse trabalho, é muito gratificante, é onde a gente ver que o trabalho está dando certo”, enfatizou.

Vanusa Barros 

Enquanto uns pesquisam, outros acumulam medalhas e premiações em competições. É o caso dos adolescentes, ambos de 14 anos, Carlos Eduardo dos Santos e o Atos Luan Lima. Eles reconhecem que, além do entretenimento e conquistas, o xadrez traz benefícios na vida escolar.

“Eu percebi que passei a ser menos impaciente e a resolver os cálculos de matemática. Ajuda nas notas”, comentou Luan, que conquistou premiação nos Jogos Estudantis de Marabá, nos Jogos da Castanha e uma 2ª colocação em uma competição em Belém.

O Carlos Eduardo também tem tido bons retornos no xadrez. Ele é bicampeão nos Jogos da Castanha e Jogos de Marabá. Em Belém, o aluno pode experimentar a integração com outros estudantes e por muito pouco, quase conseguiu a vaga para representar o estado em uma competição em Natal. “A minha mentalidade desenvolveu muito depois que conheci o xadrez. Antes eu não conseguia me concentrar, mas o xadrez é uma inspiração pra mim”, afirmou.

Carlos, Atos e Raíssa

Texto: Leydiane Silva
Fotos: Sérgio Barros 

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