Educação: SEMED realiza formação para mais de 500 educadores do campo

Nesta sexta-feira (21), a Secretaria Municipal de Educação conclui o 1º Encontro Formativo dos Educadores do Campo para mais de 500 educadores do campo. O evento teve abertura no Centro de Convenções Carajás nesta quinta-feira (20) e conta com participação do secretário adjunto de Educação, Orlando Morais; do diretor geral do Campus Rural do IFPA em Marabá, Manoel Fábio; da presidente do Conselho Municipal de Educação, Lúcia Batista; e Oliene Valente, coordenadora de formação da Educação do Campo da SEMED.

O secretário Orlando Morais deu boas vindas aos educadores e disse que a Secretaria de Educação está comprometida em melhorar ainda mais a qualidade da educação do campo e que o encontro tem o objetivo de discutir a BNCC (Base Nacional Comum Curricular) e o Currículo recentemente elaborado para toda a rede municipal de ensino. “Nossa proposta curricular foi pensada pelos educadores que trabalham na própria Secretaria de Educação. Agora, cabe a vocês colocá-la em prática e, se necessário, faremos os ajustes”.

Orlando considerou que nos últimos anos, a educação de Marabá passou por uma significativa transformação, com a SEMED privilegiando formação de gestores escolares, mas também de professores, com vistas à melhoria da qualidade do ensino, tanto na cidade quanto no campo.

Lúcia Batista ressaltou que a educação do campo tem uma agenda muito relevante para desenvolver nas escolas. Quem escolheu ser educador precisa estudar incessantemente. “BNCC e Currículo são duas ferramentas importantes para fortalecermos nosso trabalho. Há contradições, às vezes, mas define as aprendizagens para todos os estudantes de forma progressiva por meio das áreas do conhecimento. É um documento oficial obrigatório para todos nós utilizarmos no dia a dia, na sala de aula”, destacou.

Ela lembrou que, no currículo, a SEMED incluiu o componente curricular de Ciências Agrárias, uma novidade que precisa levar em consideração as especificidades da educação do campo em Marabá. “Esse documento foi elaborado levando em conta as contribuições de professores que trabalham nas escolas do campo, que deram sugestões muito significativas. Precisamos, agora, diversificar núcleo comum da parte diversificada”, destacou.

José Ribamar Apinajés, professor da educação do campo há vários anos, considerou a formação importante para ampliar os horizontes e uniformizar metodologias. Ele trabalha com ciências da natureza e geografia e defende que a floresta é uma grande escola e que os professores precisam utilizar os recursos naturais para educar os alunos. “Há 22 anos, eu ajudo a preservar 34 mil árvores, porque as futuras gerações também merecem conhecer esse patrimônio natural deixado pelo ser superior”, apregoa.

Texto e Fotos: Ulisses Pompeu

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