Esporte: Projeto de futsal contribui para formação cidadã de crianças em Morada Nova

A quadra de esportes do Ginásio Erlon Carlos da Silva, em Morada Nova, é o ponto de encontro para mais de 50 crianças e adolescentes, entre 07 e 17 anos que participam do Projeto Esporte do Futuro, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (Semel), em parceria com o Instituto Surisadai Marabá e Região (Issamar), ligado à igreja Assembleia de Deus. No futsal, os meninos buscam evoluir no esporte, mas o principal objetivo é a formação cidadã.
O professor de Educação Física, Fredson André Valente, explica que o projeto educacional já funciona há 1 ano e 4 meses, em Morada Nova. Desde então, o Esporte do Futuro, já atendeu cerca de 100 crianças, inclusive com ensinamentos teóricos nos mais diversos aspectos.
“A ideia aqui não é preparar para uma competição e nem muito menos torná-los atletas. Ao invés de estarem na rua trazemos eles para cá. O projeto é voltado para a educação. A gente ensina para eles princípios e valores éticos e morais, através do esporte”, enfatiza o professor.
No entanto, o professor ressalta que os talentos revelados durante o projeto não passam despercebidos. São informados aos pais que recebem orientações de como buscar apoio para desenvolver a habilidade dos filhos.
Carlos Roberto Farias, coordenador do Issamar, um dos fundadores do projeto lembra de quando tudo iniciou a partir de encontros de lazer e evangelização com as crianças. Atualmente, Carlos se orgulha da proporção que o projeto tomou com o apoio da Prefeitura.
Jeferson Alves, 13 anos
“Conversamos com o secretário de Cultura e ele nos consentiu o ginásio e nos deu esse apoio. E estamos aqui, o objetivo é formar bom cidadãos para a comunidade”, destaca o pastor.
O projeto de futsal tem feito diferença na vida de Júlio César Araujo. O menino de 12 anos, morador do Residencial Jardim do Éden sonha em se tornar jogador profissional, por isso, se esforça na escola  para continuar no projeto.
“Para continuar temos de tirar boas notas na escola. E aqui eu aprendo muito, antes jogava bola na rua, agora mudei meu comportamento, fico mais em casa. Espero que o projeto evolua, porque é muito bom”, afirmou o menino.
O Jeferson Alves, 13 anos, além do futebol também gosta das reflexões que houve no início dos encontros. Ele estuda o 8º ano na escola pública. “O projeto pra mim é tudo. É a base da palavra. Eu fiquei sabendo pelos meus amigos e vim. Antes eu ficava na rua empinando pipa, jogando bola por aí”, disse o adolescente.
O projeto é aberto a toda a comunidade de forma gratuita. Os encontros acontecem nas segundas e quintas-feiras pela manhã e tarde. No sábado, somente a tarde, quando as matrículas podem ser feitas. A única exigência do projeto é que a criança ou adolescente esteja matriculada e frequentando regularmente a escola.
Texto: Leydiane Silva
Fotos: Paulo Sérgio
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