FCCM: Feira Musical destaca história de personalidades, gêneros e instrumentos

Os alunos da Escola de Música Moisés Araújo e da Banda Valdemar Henrique, ambas pertencentes à Fundação Casa da Cultura de Marabá, (FCCM), por alguns instantes trocaram as notas musicais pela oralidade. Eles mostraram aos visitantes da Feira Musical, a história da Fundação, dos instrumentos que utilizam, também falaram sobre os gêneros musicais, canto, coral e ainda contaram a história dos maestros Moisés Araújo e Valdemar Henrique. O evento aconteceu durante os dias 26 e 27, e envolveu mais de mil alunos.

Entusiasmada, Vanda Américo, presidente da FCCM, disse que o momento é importante porque possibilita aquisição de novos conhecimentos e informações relevantes do setor. Ela observa que atualmente a música é profissão reconhecida. Por isso, todos alunos foram envolvidos no evento. “Os jovens precisaram fazer pesquisas, conhecer a história da Casa da Cultura de Marabá, conhecer a história musical da cidade. Esse envolvimento deles com os professores, enriquece-os. E a própria participação da família que está presenciando o que eles aprendem”, afirma a presidente.

Dentre as histórias contadas, foi destaque por exemplo, a vida da professora Julia Lino, fundadora da escola Moisés Araújo. O professor Antônio Junior, professor de violão e violino disse que o espaço agrega valores aos futuros músicos.“Mostram pra a sociedade o que eles aprenderam ao longo dos meses. Eles aprendem a valorizar o músico e ser bom cidadãos. A fundação entrega a sociedade pessoas formadas em música”, observa o professor.

Dona Rarielda Oliveria, tem duas filhas estudando na fundação. Ela enfatiza que a música contribui com a vida das meninas. “Aqui eles aprendem a musicalização, mas não é só isso, até o desenvolvimento na escola muda. É através dessa entidade que nós temos que nossos filhos aprendem a música”, disse.

A Maria Luísa começou a estudar na Casa da Cultura aos 9 anos. Ela toca flauta e estava feliz com a realização da feira. “ sendo legal, aprendi muito aqui estudando. Depois que eu comecei a estudar na fundação eu passei a desenvolver na escola”, comentou.

Vitória Karolina, também estava feliz com o evento, e reconhece que o conhecimento da musicalização vem acompanhado de outros saberes. “Na casa da cultura, a gente aprende também um pouco de matemática. Esse é o meu primeiro ano de flauta doce e estou adorando”, afirma.

Texto: Leydiane Silva
Fotos: Paulo Sérgio dos Santos 

Acessibilidade