Gestão: Defesa Civil já tem o plano de contingência em caso de enchentes

De acordo com a Agência Nacional das Águas, nível do rio Tocantins nesta quarta-feira (22) é tranquilo, medindo 4,04 metros

O Plano de ação da Defesa Civil para enfrentamento de possível enchente está pronto e será executado de acordo com a necessidade. Segundo Jairo Milhomem, coordenador da Defesa Civil do município, o plano de ação foi aprovado pelo prefeito Sebastião Miranda e será posto em prática à medida que, de fato, apareçam os problemas, como exemplo, logística de mudanças, limpeza, banheiros químicos, disponibilização de água potável e energia elétrica, dentre outras necessidades que geralmente envolvem essas operações.

Nesta quarta-feira (22), a situação é tranquila mesmo nos setores mais suscetíveis a alagamentos, o nível do Rio Tocantins amanheceu com 4,07 metros, monitorado pela Agência Nacional de Águas (ANA), às 11 horas, media 4,04 metros. Outro monitoramento do rio acontece pela régua fluviométrica da Seção Fluvial da 23ª Brigada, no caso do supervisionamento da ANA, feito pela Defesa Civil a cada quinze minutos. O nível de alerta acontece por volta dos 10 metros. Esta posição (de alerta), em 2019, aconteceu no começo de abril, mas cada período tem suas peculiaridades.

“Nós ficamos atentos sempre, geralmente no mês de fevereiro o rio tende a aumentar. Se houver enchente estamos prontos, com plano de contingência e planejamento de quantas famílias ficarão em cada abrigo, sendo que haverá abrigos em todos os núcleos, além de segurança, energia elétrica e área de serviço. Está tudo planejado no projeto, conforme a necessidade da situação. Não estamos nem em estado de alerta que começa com 7,5 a 8 metros”, explicou Jairo Milhomem.

Jairo Milhomem – coordenador da Defesa Civil 

Embora no ano passado a cheia tenha acontecido, em nível de transbordamento, já no fim do inverno amazônico, alguns desalojados passaram até mais de 30 dias abrigados pela Prefeitura, recebendo toda a assistência possível, retornando às residências somente ao final de abril.

Em relação à área da Feirinha, antes usada para a construção abrigos, que dará lugar a um ponto de lazer, que está em construção, Jairo observou que não será problema. Foi acordado com o prefeito Tião Miranda que o local poderá abrigar temporariamente atingidos pela cheia em áreas próximas, como de costume.

Além das localidades públicas que a Prefeitura tem usado para construir abrigos, nos últimos anos são utilizados múltiplos lugares, que facilitam a mudança, deixando o desabrigado mais próximo de onde mora. Por isso, a Defesa Civil, no tempo certo, criará a situação mais recomendável a cada situação que se apresentar.

Texto: João Batista
Fotos: Arquivo

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