Janeiro Roxo: Número de pacientes com hanseníase diminui em Marabá

No decorrer da Campanha Janeiro Roxo, que tem como objetivo conscientizar a comunidade acerca da necessidade de controle da hanseníase, não foram registrados novos casos de pessoas com a doença, ao invés disso, o número de pacientes em tratamento diminuiu em Marabá, de 192 em dezembro de 2019 para 177 este mês. A redução se dá  devido a conclusão do tratamento dessas pessoas. A Secretaria Municipal de Saúde, por meio do Departamento de Atenção Básica (DAB), considera o fato positivo porque indica que os portadores da doença não estão transmitindo a outras pessoas.

Segundo Mônica Borchart, diretora do DAB, a campanha Janeiro Roxo também tem saldo positivo porque promoveu atividades em todas as unidades básicas de saúde, procurando conscientizar o público em relação à hanseníase, destacando o que é a doença, sintomas, transmissão, tratamento e prevenção.

A conscientização tem ainda como foco os estigmas atribuídos à hanseníase, considerando que além do portador ser geralmente discriminado, a doença deixa marcas físicas (sequelas), que podem surgir com o avanço, caso não seja diagnosticada e tratada em tempo hábil. Por isso, a campanha visa também chamar as pessoas que têm algum sintoma a fazer o exame.

Em Marabá, toda pessoa que faz o tratamento e acompanhamento de hanseníase recebe da Prefeitura uma cesta básica especial mensal, doada na unidade de saúde de referência de cada paciente, enquanto durar o tratamento. “Essa ajuda é dada independentemente de classe social, mas em Marabá as pessoas com hanseníase são geralmente muito carentes”, declarou a diretora, garantindo que felizmente não há desistência do tratamento, porque se o paciente não vai à unidade de saúde, um agente comunitário de saúde ou enfermeira procura a residência dele para saber o motivo de falta.

A hanseníase é caracterizada por manchas na pele, sensação de formigamento, fisgadas ou dormência nas extremidades. É causada por uma bactéria denominada Mycobacterium leprae, que costuma evoluir lentamente, atingindo pele e nervos periféricos, podendo levar a sérias incapacidades físicas, em especial nas extremidades, ou seja, dedos, nariz e orelhas principalmente.

A transmissão se dá pelo contato prolongado e frequente com uma pessoa infectada pelo bacilo e que não esteja em tratamento, já que o paciente em tratamento já não transmite mais a doença. A pessoa infectada expele bacilos (bactérias) através do sistema respiratório superior quando ela fala, tosse ou espirra, por meio da saliva e secreções nasais.

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Texto: João Batista
Foto: Arquivo

 

 

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