Saúde: CAPS cria novas ferramentas online para auxiliar na saúde mental

O objetivo das novas redes é lançar vídeos que irão orientar e falar sobre saúde mental, sobre saúde do corpo, dúvidas, mitos e verdades.

O Centro de Atenção Psicossocial de Marabá (CAPS III) tem uma nova casa online. A partir desta segunda-feira (1) o órgão passou a contar com uma conta no Instagram. Segundo a coordenadora do CAPS, Adriana Tabata, a ideia é atingir os usuários que estão em casa nesse momento de pandemia, orientando-os sobre como fazer práticas de saúde mental em casa.

Ela conta que houve um avanço de casos de crises de ansiedade que ocorreram durante a quarentena. “O primeiro vídeo foi gravado por nossa profissional de educação física, orientando sobre práticas de atividades físicas que beneficiem a saúde mental do indivíduo. Além de divulgar nosso trabalho o objetivo é lançar vídeos que irão orientar e falar sobre saúde mental, sobre saúde do corpo, dúvidas, mitos e verdades. Também falaremos sobre a pandemia”, explica Adriana Tábata.

É importante ressaltar que o CAPS mantém o atendimento apenas para os usuários em crise ou primeiro acolhimento. “Por isso buscamos uma forma de inovar e estar mais próximos dos usuários. Já que não podemos estar trabalhando no coletivo em grupo que é o forte do nosso trabalho e manter assim os profissionais falando com os usuários”, reitera.

Além disso, o CAPS prepara também formas de cuidar da saúde mental dos profissionais do próprio órgão. “É um momento difícil e devemos cuidar de todos. Faremos lives para os usuários e profissionais, tiraremos uns dias para trabalhar internamente e utilizaremos todos os recursos da tecnologia para nos aproximarmos”, explica.

Parceria com a Unifesspa

Para cuidar da saúde mental dos profissionais de saúde de Marabá, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) realizou uma parceria com a Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa). Desde o dia 15 de maio o Projeto “Circula Palavra”, que realiza consultas por chamada de vídeo ou telefone com os profissionais interessados. Ao todo, participam 8 psicólogos da Universidade e cinco alunos discentes.

Para isso, basta que o profissional envie um e-mail para [email protected] com breve relato e disponibilizar um telefone para que os psicólogos entrem em contato. “Marcamos o horário que ficar melhor para pessoa. Pode ser quando estiverem casa, no serviço, aonde ela se sentir melhor, com mais privacidade. Por vídeo chamada, por telefone, ou até por mensagem. Como a pessoa preferir”, explica a coordenadora do Projeto “Circula Palavra” e professora do curso de psicologia da Unifesspa.

O projeto “Circula Palavra”, é um serviço de acolhimento e escuta online que visa reduzir o sofrimento mental conectando os profissionais de saúde com psicólogos voluntários e alunos do curso de Psicologia, da Unifesspa sob supervisão clínica.

 

Cuidados com a saúde mental

Os problemas de saúde mental mais comuns que podem surgir durante a quarentena estão o pânico, ansiedade social, depressão, hipocondria, piora de neuroses, crises que passam da mente para o corpo, com o aparecimento de sintomas físicos.

Entre as principais dicas para cuidar da saúde mental estão: buscar ser sempre racional, não procurar inimigos imaginários para culpar pela situação do vírus, controlar o acesso às informações, fazer exercícios físicos, buscar ter o pensamento positivo, criar uma rotina para o tempo livre, manter o contato social possível, se expressar e buscar solidariedade e empatia.

É necessário também ter cuidados especiais com alguns grupos de pessoas como idosos, cuidadores, pessoas com transtornos e crianças. Usar sempre a criatividade, buscar construiu um ambiente com expressividade e conhecer seus limites. “Precisam expressar seus sentimentos de raiva, alegria e desejo. Dar esse espaço à elas, sentar uma hora por dia, questionar como ela está. Fazer brincadeiras, utilizar músicas, imagens e dar a informação clara do que está acontecendo”, completa.

Detalhes de como executar esses cuidados com a saúde mental durante a quarentena podem ser lidos aqui.

Texto: Osvaldo Henriques

 

Acessibilidade