Saúde: CCZ intensificará campanha de combate ao mosquito transmissor da leishmaniose

Nesse período em que há aumento de chuvas e consequentemente umidade, os cuidados com a proliferação de mosquitos devem ser intensificados, tanto para o Aedes Aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika; quanto para os do gênero flebotomíneo, o conhecido mosquito-palha ou tatuquira, transmissor da leishmaniose visceral, que embora tenha hábitos reprodutivos diferenciados do Aedes se multiplicam em ambientes úmidos e com matéria orgânica em decomposição.

De acordo com José Amadeu Moreira, coordenador de Endemias e Vigilância Ambiental, a comunidade deve manter toda a área que circunda as residências bem limpas, livres de entulhos, folhas e fezes de animais (galinha, porco e outros), porque é justamente nesses dejetos que o inseto se reproduz.

Embora nos últimos meses tenha ocorrido uma redução de criadouros desse mosquito, a população não deve descuidar porque o período de chuvas é propício à proliferação desses insetos e a leishmaniose visceral, além de ser de difícil tratamento, pode matar se não diagnosticada em tempo hábil.

Segundo Nagilvan Amoury, veterinário do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), a partir de fevereiro, deverá ser intensificada a campanha de combate ao mosquito palha. Outras providências seguem o curso normal, a exemplo da histerectomia e castração de animais (cães e gatos) e testes rápidos nas zonas de bloqueio, ou seja, onde há diagnóstico de leishmaniose visceral em humanos.

Mesmo assim, observa o veterinário, é importante que a população mantenha as recomendações para evitar a aproximação do mosquito palha a seus pets com uso de pulseira e repelente.

Texto: João Batista
Foto: Arquivo

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