Saúde: Internado por 10 dias no HMM, paciente renal crônico vence batalha contra a covid-19

(18 de junho de 2020)

O mototaxista Adenilson Mesquita Nunes, de 35 anos, está entre as mais de 2.360 pessoas que até quarta-feira, 17, haviam vencido a covid-19, em Marabá. Ele esteve internado no Hospital Municipal de Marabá (HMM), durante 10 dias, após passar uma semana em casa tentando combater os sintomas da doença causada pelo novo coronavírus (SARS-COV-2).

Adenilson é paciente renal crônico há dois anos e faz hemodiálise três vezes por semana em uma clinica da cidade. Ele conta que foi justamente, ao fim de uma sessão, na véspera do dia das mães, 09 de maio, que percebeu os primeiros sintomas da covid-19. “Dor nas costas, tava ruim pra comer, senti diarréia, não sentia o cheiro das coisas, dor na garganta, febre, calafrio”, descreve.

Mas a suspeita da doença só foi confirmada quando Adenilson apresentou os sintomas graves, como a falta de ar, tanto que ele precisou ser levado ao hospital na ambulância do SAMU, para o desespero da família. “Eu pensava que não iria sair. Foi Deus que me salvou. Fiquei desesperado. Não comia nada, só consegui ingerir liquido. Eu venci essa, mas foi difícil”,  relata Adenilson.

Além da batalha pessoal, o mototaxista presenciou a batalha de outros pacientes e da própria equipe do hospital para ajudar as pessoas a vencer a infecção. “Vi enfermeiros e médicos tristes por não conseguirem salvar algumas pessoas. Eu vi eles tentando salvar. Eles fazem de tudo, mas infelizmente uns sobrevivem e outros não. Eu fui bem cuidado, não tenho do que reclamar, mas pensei que não iria sobreviver”, conta o pai de família.

No quinto dia de internação, recebendo oxigênio, Adenilson percebeu que voltaria para casa em segurança e com saúde. Foram mais cinco dias até receber alta e se encontrar com a família, no Bairro Infraero. O mototaxista é casado e pai de quatro filhas, tendo a caçula apenas 9 anos. Na casa dele, apenas a esposa apresentou sintomas leves da doença, mas felizmente todos seguem livre da covid-19.

Texto: Leydiane Silva
Fotos: Paulo Sérgio