Saúde: Mês de janeiro é dedicado ao cuidado da saúde mental e combate à Hanseníase

As campanhas Janeiro Roxo, de combate à Hanseníase, e Janeiro Branco, de cuidado da saúde mental, ocorrem por toda cidade com ações que envolvem o Centro de Especialidades Integradas (CEI), as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS).

No CEI foram realizadas capacitações com os profissionais da saúde, para que estes aprendam a identificar e lidar melhores com pacientes com hanseníase. As UBS realizam palestras para alertar a população sobre os cuidados com a hanseníase, como identificar a doença e as formas de tratamento. Já o CAPS realizará encontro com grupos religiosos e comunitários para discutir a saúde mental.

Os dois temas não podem ser confundidos. A própria hanseníase, às vezes, acaba sendo responsável por problemas psicológicos no paciente, segundo alerta o psicólogo do CEI, Abdon de Holanda. “O preconceito faz com que o paciente sintam vergonha, queiram se reservar, se isolem. O atendimento psicológico faz com que ele se sinta melhor e dá o apoio emocional que necessita para fazer o tratamento”, explica.

Vale ressaltar que a Prefeitura oferece o tratamento psicológico nas UBS e no próprio CEI. No entanto, o paciente precisa reconhecer o problema e ter interesse em participar. “Ele não é obrigado a fazer o acompanhamento psicológico. Ele é indicado pelo médico que achar necessário, mas, às vezes, acontece de não procurarem ou vêm apenas uma vez, mas muitos pacientes frequentam”, complementa Abdon.

O psicólogo  também reforça que o tratamento da hanseníase acaba sendo longo e doloroso e faz com que a pessoa se sinta excluída. Às vezes a exclusão vem até da própria família. Por isso ele também pode solicitar ao médico nos postos, se achar que está precisando, que seja feito o o acompanhamento. A psicologia está aqui para atender. E pela rede pública todos podem ter acesso”, ressalta.

O psicólogo reforça a importância de ações como Janeiro Roxo e Branco. “A população conhece o serviço, olha mais o próprio corpo e pensa no seu psicológico, começa a se engajar e isso é o lado legal desse movimento”, conclui.

Além disso, a Prefeitura executa outras ações para ajudar os pacientes com hanseníase. Entre elas está a distribuição de cestas básicas para pacientes em tratamento da doença no município.

Psicólogo do CEI Abdon de Holanda

Texto: Osvaldo Henriques
Fotos: Farias Jr. / Paulo Sérgio

 

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