Seagri: Laboratório de Solo já dispõe de 90% da capacidade de trabalho

O mês de junho teve uma média de 30 análises de solo semanais e a tendência é aumentar consideravelmente esse serviço, tendo em vista a próxima safra

Reinaugurado em dezembro de 2019, o Laboratório de Solo da Secretaria Municipal de Agricultura (Seagri) dispõe hoje de 90% da capacidade de trabalho, faltando apenas alguns reagentes químicos para o atendimento dos requisitos exigidos pela demanda local.

Se tratando do quantitativo de análises realizadas, nesses seis meses, devido ser período de colheita/final de safra, a procura por análise de solo é bem menor. O mês de junho teve média de 30 análises semanais. Agora, a tendência é aumentar consideravelmente esse serviço, tendo em vista a próxima safra.

De acordo com o agrônomo Marcos Lira, a prioridade das análises de solo é para grupos de agricultores familiares que solicitam essa ajuda para melhorar a qualidade da terra, ou seja, verificar o potencial e corrigir, para ter melhor produção.

Para que essas amostras de solo cheguem para análise, o agrônomo disse que geralmente reúne os interessados e passa as instruções (seguindo protocolo da Embrapa) para coleta de solo, que é feita de conformidade com o que agricultor pretende produzir. Exemplos: cultura anual (arroz, feijão, milho, mandioca), perene já implantada, perene antes da implantação ou pastagens.

Ainda conforme Marcos Paulo, antes de coletar o solo, o produtor rural deve observar o terreno onde vai plantar, dividindo-o em partes semelhantes quanto ao tipo de solo (arenoso ou argiloso), relevo (morro, plano ou baixada) vegetação e uso anterior (capoeira, pastagem, mata).

O secretário municipal de Agricultura, Francisco Adailton de Sá, observa que, o Laboratório de Análise Animal carece de um anexo, em verdade um novo prédio, cujo projeto está em elaboração.

Quanto aos reagentes químicos em falta, segundo o coordenador do Laboratório de Análise de Solo, Givanildo Moreira Silva, a aquisição dos mesmo depende de autorizações do Exército e Polícia Federal, tanto para os laboratórios quanto para fornecedores. Diante desse protocolo, os últimos três produtos, cuja compra está em andamento, só dispõem de um único fornecedor no Brasil.

Texto: João Batista
Fotos: Paulo Sérgio

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