Seapac: Prefeitura entrega Serviço de Acolhimento de crianças e adolescentes Casa Lar

São quatro residências, construídas pela Prefeitura de Marabá destinadas ao Serviço de acolhimento de crianças e adolescentes Casa Lar, e um prédio administrativo, localizados no bairro Belo Horizonte, que foram entregues na tarde desta quinta-feira (06). A cerimônia de inauguração foi pequena cumprindo os protocolos sanitários para evitar disseminação do coronavírus.
As crianças e adolescentes, que necessitem de espaço protetivo, já passam a morar nas residências desde agora. As casas totalmente mobiliadas medem 161,55 m² e possuem 3 quartos, sala de estar e jantar, cozinha, três banheiros, dispensa, quintal  e jardim. Duas das casas contêm berçários com fraldários para o acolhimento de bebês. A capacidade é para até 40 crianças e adolescentes, sendo 10 em cada casa lar, distribuídas inicialmente por faixa etária e grupos de irmãos.
“São crianças vítimas de famílias desestruturadas e a gente tem mais carinho ainda. Antigamente elas ficavam  misturadas, em um lugar só, o que não é o ideal. E numa parceria com o Ministério Público foi definido essa nova modalidade. As casas retratam ao mais próximo  a realidade familiar, são bem estruturadas, climatizadas, para que possam se sentir num lar. Se houver alguma criança com alguma deficiência, todas as casas têm acessibilidade” ressalta Fábio Moreira, secretário de Viação e Obras Públicas.
Fábio Moreira
Nadjalúcia Oliveira, secretária da Seaspac, disse emocionada que a nova modalidade de acolhimento é um ganho para as crianças e adolescentes. Ela explica que o modelo institucionalizado de certa forma causava discriminação  e bullying nos acolhidos durante o contato com ambientes externos, como a escola. Ela enfatiza que terá uma fase de transição e adaptação de aproximadamente 6 meses, até a implantação definitiva da nova modalidade que deve contar com educadores sociais sem muita rotatividade, em cada lar.
“Dentro do abrigo por mais que sejam cuidadas, essas crianças sofrem preconceitos e aqui elas vão ter características diferenciadas porque é uma residência. Estamos iniciando um desafio porque no Brasil ainda existem poucas casas lares”, reitera.
O prefeito Tião Miranda, que visitou as casas, destacou os ganhos na área social, ressaltando o trabalho feito pelo projeto Família Acolhedora, que começou a funcionar em 2018, com a atual gestão, cadastrando famílias comprometidas em acolher uma criança em situação vulnerável, na sua residência, enquanto a justiça decida se a criança vai para a adoção ou retorna à família biológica.
“Essas crianças precisam de todo um trabalho para ser inseridas na sociedade. Além das casas temos também a família acolhedora, onde a Prefeitura concede um salário mínimo para cada família, atualmente são 15 famílias.  E a cada dia a gente vai melhorando esse tratamento com nossas crianças. como gestor fico gratificado porque é uma obra social muito importante”,  destaca o prefeito Tião Miranda que também  foi homenageado com uma placa  de agradecimento pela Secretaria Assistência Social, Proteção e Assuntos Comunitários (Seaspac).
Igualmente feliz estava a coordenadora do Serviço de Acolhimento, Maria Teixeira. Ela pontuou que as crianças participaram da decoração das casas e estavam entusiasmada com a mudança.
“Foi um grande sonho da Assistência Social, dar mais uma qualidade de vida para essas crianças, para elas saberem de verdade o que é uma casa, elas vêm de vulnerabilidade, muitas das vezes da rua, agora temos casas de verdade. muito feliz e emocionada” comenta a coordenadora.
Maria Teixeira
Além das quatro casas, a Prefeitura também entregou a casa de apoio, onde funciona o administrativo. A obra orçada em R$ 1. 278.295,19,  foi construída com  recursos próprios da Prefeitura de Marabá.
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Texto: Leydiane Silva
Fotos: Aline Nascimento
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