Seaspac: Programa Família Acolhedora realiza cadastro de pessoas interessadas

A Secretaria de Assistência Social, Proteção e Assuntos Comunitários está atendendo as famílias interessadas em se cadastrar no Programa Família Acolhedora. Quem deseja fazer o cadastro é só procurar a sede do Programa, na Avenida Itacaiunas, Bairro Belo Horizonte ou entrar em contato pelo telefone (94) 99209 1414 (também é Whatsapp).

Vale lembrar que devido à pandemia do novo coronavírus, as capacitações e visitas às famílias estão suspensas até que se normalize a situação.

Atualmente, Marabá conta com 15 famílias cadastradas e sete crianças que convivem em lares provisórios. Somente esse ano, duas crianças já encontraram um lugar para morar através do Programa, um menino de 6 anos e um recém-nascido. Vale lembrar que a família pode acolher a criança pelo período máximo de dois anos, ou seja, não é uma adoção. O processo de saída da criança da família que o acolheu se dá de forma gradativa

Como funciona?

O Programa Família Acolhedora foi estabelecido por estatuto no ano de 2009, passando a funcionar em Marabá, através da Secretaria de Assistência Social, Proteção e Assuntos Comunitários (Seaspac), em 2018, com a atual gestão. As famílias cadastradas se comprometem a acolher uma criança em situação vulnerável, na sua residência, enquanto aguarda a justiça decidir se a criança vai para a adoção ou retorna à família biológica.

A família pode escolher o perfil da criança que lhe interessa a partir de critérios como faixa etária, sexo e outros. Caso haja alguma criança nas exigências estabelecidas, uma assistente social e uma psicóloga da Seaspac entram em contato com os familiares para que haja aproximação entre a família acolhedora e a criança.

“Se a família tiver o interesse a gente apresenta as crianças para eles e, se houver a identificação, fazemos aproximação deles. Isso tudo é encaminhado para o Fórum e um juiz autoriza que fiquem com a criança através da emissão de uma guarda provisória”, explica Renilda Ribeiro Xavier, psicóloga do Espaço de Acolhimento Provisório (EAP) e Programa Família Acolhedora.

O objetivo é que a criança não perca a referência de família enquanto o processo corre na justiça, recebendo amor, proteção, carinho e segurança nesse momento que mais necessita.

Durante todo o processo, desde o cadastro, é feito o acompanhamento com psicólogo e assistente social.  “O interessado entra em contato, a gente recebe e explica como funciona. Verificamos toda documentação, vamos na casa da pessoa e conversamos com todos os integrantes da família”, reitera Renilda.

Após o acolhimento, a equipe fica disponível 24 horas por dia para essa família e realiza visitas semanalmente para avaliar o bem estar da criança.

Requisitos

Para se cadastrar é preciso ter mais de 24 anos, residir em Marabá a pelo menos dois anos, ter domicilio eleitoral no município pelo mesmo período, comprovação médica que comprove saúde física e mental, comprovação de idoneidade moral através do certificado da Policia Federal e Polícia Civil e ninguém da família pode fazer uso de substancias psicoativas. Após se cadastrar, a família deve ir ao abrigo, onde recebe orientações por meio de palestras e roda de conversa com famílias que já tenham acolhido crianças.

Texto: Osvaldo Henriques
Foto: Arquivo 

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