Secult: Diversão e inclusão marcam 1º dia de carnaval em Marabá

Diversão e inclusão, essas foram às palavras que definiram o primeiro dia do carnaval marabaense. Ainda antes de escurecer os primeiros blocos já embelezavam a Orla de Marabá, que foi tomada por milhares de foliões ao longo da noite. O Bloco “Alegria Não Tem Idade”, fez a abertura oficial do carnaval, levando os idosos assistidos pela Secretaria de Assistências Social Proteção e Assuntos Comunitários (Seaspac) para avenida. Na sequencia foi a vez do Bloco “Doido É Tu” com funcionários e pacientes do Centro de Apoio Psicossocial (Caps).

O Bloco “Alegria Não Tem Idade” é formado por 200 brincantes do Centro de Referência Assistência Social (Cras) da Morada Nova, Amapá e Bela Vista, além dos idosos do Centro Integrado da Pessoa Idosa (Cipiar).

“Os idosos gostam de dançar e desde 2018 temos feito a a abertura do carnaval de Marabá. Eles se doam para mostrar à sociedade que, apesar da idade são capaz de de participar das festas”, comenta Edileuza Gomes Athie, coordenadora Cras Amapá e idealizadora do bloco.

A alegria estava estampada na cara da foliã Cleonice Rodrigues Guimarães, 71 anos, “Participei no ano passado e esse ano. Gostei, adorei enquanto for viva irei participar, por mim ficaria aqui a noite toda a dançando na folia. Muito obrigado por propiciarem isso para a gente”, celebra.

Edileuza Athie
Cleonice Guimarães

 

 

 

 

 

 

 

 

Logo após o bloco da terceira idade, foi a vez do pacientes do Caps festejarem. Adriana Tabata, coordenadora do Caps, explica que o “Bloco Doido É Tu” tem o objetivo de levar a inclusão e propagar a luta antimanicomial.

“Além de incluir e inserir, queremos mostrar para sociedade que as pessoas que têm transtorno mental não são perigosas, são pessoas como nós, conseguem viver em sociedade.  Quebrar a ideia de manicômio, a loucura faz parte da vida das pessoas, não somos  perigosos e sim muita alegria”, destaca Adriana.

Além dos funcionários do Caps, vários outras unidades de saúde do município abraçaram a ideia e participaram do bloco. É o caso de Katia Cunha da Silva, 39 anos, “Recebi um convite pra fazer uma oficina de feltro com os pacientes e para participar do bloco. É importante mostrar que qualquer pessoa com deficiência, seja psicossocial, física ou intelectual pode se divertir, interagir e ter lazer”, acrescenta.

Kátia Cunha

Seaspac

Além de participar dos desfiles a Seaspac ainda atuará ativamente nas quatro noites do festival. Equipes estarão dividas nas festas de Morada Nova, São Félix, Liberdade e da Velha de Marabá auxiliando no combate a violência contra mulher, criança e adolescente.

“Elas fobservarão se há crianças em situação de violência, trabalho infantil, situação de abuso de álcool ou droga, violência contra mulher. Qualquer situação que ocorra elas estarão postas para fazer os encaminhamentos necessários. Procuramos um carnaval da paz, um carnaval social”, explica Nadjalucia Oliveira, Secretária de Assistência Social.

Secretária Nadjalúcia

Texto: Osvaldo Henriques
Fotos: Jordão Nunes / Paulo Sérgio 

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