Secult: Lançamento do livro Canções Inacabadas é a pedida para esta sexta-feira (06)

 

“Eu rabiscava versinhos de amor, aquelas dores de cotovelo, quando adolescente. Minha mãe não gostava porque eu escrevia até nas toalhas de mesa”- Auridéia Moraes

Nesta sexta-feira (6), a partir das 19h30, a Biblioteca “Orlando Lima Lobo”, apresenta o lançamento do livro Canções Inacabadas, de Auridéia Moraes. Esta é a quarta obra da autora, que é uma mistura de textos em prosas e poesias em estilo autobiográfico, ilustrações da artista plástica Dorília Cunha ajudam a compor o exemplar de 189 páginas.

Canções Inacabadas é uma produção literária de capa dura (retrô), cor vermelha, as ilustrações são coloridas com um toque feminino, retratos do artista visual Bino Souza e ainda fitinha para marcar página também fazem parte da obra. “Como todo filho, ele [livro] também é especial. Por mais que eu escreva mais, publique mais, sempre haverá filhos e este é o queridinho do momento. Penso eu porque ele é o atual, a gente se apega mais àquele mais atual”, explicou Dorília Cunha.

“Neste livro há muito de mim. Uma autobiografia, há poemas dirigidos aos meus irmãos, prosas carinhosas aos meus pais, inclusive retratei a saudade do meu pai que já está em outro plano. Coloquei foto da minha mãe na primeira página, então ficou um livro bem pessoal”, detalhou a autora, acrescentando que Canções Inacabadas é recomendável para todos os públicos.

Inspiração

Sobre o fazer poético, Auridéia Moraes, afirmou que sempre gostou muito de ler. “Eu rabiscava versinhos de amor, aquelas dores de cotovelo, quando adolescente. Minha mãe não gostava porque eu escrevia até nas toalhas de mesa. Já meu pai entendia mais, tem uma veia poética, gostava muito de cordel, eu vivia atrás dele para ele repetir. Quando me relacionei com a escrita foi quando me vi sozinha, pois meus filhos cresceram, saiam à noite e eu ficava com aquela preocupação, e pensei em colocar tudo que estou sentindo no papel”, declarou a autora, que às vezes fantasiava seu estado emocional, quando triste dizia que estava alegre.

Auridéia contou que ampliou o gosto pela escrita depois de ter encontrado o poeta marabaense Airton Souza em uma praça vendendo obras. A primeira publicação dela foi uma participação em uma antologia poética dele. Já o primeiro livro independente de Auridéia foi publicado em 2016.

Autobiografia

A autora é natural de Castanhal – Pará, e veio com a família para Marabá, após a transferência do marido por motivo de trabalho à cidade, em 2002. “No início foi aquela preocupação, pois tinham Marabá como cidade perigosa, minha família não queria que eu ficasse aqui. Eu me apaixonei por um poema da professora universitária Eliane Soares, o Marabela. Aqui fixei residência desde o carnaval de 2002. A paixão pela cidade veio aos poucos, conheci os rios e fiquei apaixonada pela literatura também. Não tenho planos de sair de Marabá, já tenho raízes fixadas”, expressou ela. A autora fez magistério, foi professora de escola particular, e atualmente é acadêmica do curso de Letras.

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Texto: Emilly Coelho
Fotos: Emilly Coelho / Paulo Sérgio 

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