Segurança: GMM realiza ação de conscientização nas escolas sobre Lei Maria da Penha

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Mais de 3400 alunos da Rede de Ensino Pública, entre 13 e 18 anos, já acompanharam palestras sobre o tema.

A equipe do Projeto Patrulha Maria da Penha da Guarda Municipal de Marabá (GMM) esteve, nesta terça-feira (3), na Escola Judith Gomes Leitão, Marabá Pioneira, para realização de uma palestra sobre Violência Doméstica e Relacionamentos Abusivos, uma ação de conscientização e prevenção da violência doméstica nas escolas.

Ações como essa vêm ocorrendo desde o início do ano, quando a Patrulha passou a atuar. Ao todo, mais de 3400 alunos da Rede de Ensino Pública já acompanharam palestras sobre o tema. Acy Barros, Anísio Teixeira e Inácio Souza Mota foram algumas das outras escolas que participaram. As palestras são para adolescentes entre 13 e 18 anos.

O Inspetor da GMM, Roberto Lemos, explica que os indicadores de violência doméstica vêm caindo conforme avançam os trabalhos de conscientização. “Levamos o conhecimento, principalmente no que se refere a lei 11.340 que é a Lei Maria da Penha e com isso trabalhando para que nossos jovens, tanto meninas bem como os rapazes não venham a cometer esse tipo de crime”, explica.

A palestra costuma abordar alunos do 8° ano do ensino fundamental ao 1° ano do ensino médio. Ao todo 90 alunos assistiram à palestra desta terça-feira (03). A coordenadora pedagógica da Escola Judith Gomes Leitão, Joelma Maria conta que ficou muito feliz quando foi procurada pela GMM e o Parapaz para realização da palestra, pois o assunto já vinha sendo abordado na instituição durante esse 4° bimestre.

Segundo Joelma quase 100% dos alunos já foram violentados ou presenciaram alguma ação de abuso moral, psicológico ou físico. “É um dilema social dos dias atuais e nosso alunos são seres sociais, precisam contribuir, aprender a crescer respeitosamente. Meninos e meninas precisam  ser cidadãos disseminadores nas famílias. A gente sabe a escola pública costuma conviver mais com esses dilemas sociais. Acreditamos no nosso aluno como construtor de espaço melhores de convencia”, ressalta.

A coordenadora do Fundação ParaPaz de Marabá, Tábata Pereira da Silva Veloso, explica que a função do órgão também é prevenir e incentivar a denuncia dos casos. “São os alunos que estão começando a namorar e precisam pensar essa questão. De como a violência se difunde dentro de casa. As vezes isso está acontecendo na casa dele e eles acham que é normal. É um trabalho de conscientização que vale muito a pena”, completa.

Texto: Osvaldo Henriques
Fotos: Paulo Sérgio

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