SEMED: Escola Cristo Rei é destaque por projetos multiculturais

Cinco projetos desenvolvidos na Escola Municipal Cristo Rei, no bairro Jardim União, têm tornado a escola destaque na rede municipal de ensino. Com o ambiente diferenciado não só pela estrutura física, inaugurada pela Prefeitura de Marabá em 2018, mas pelo esforço da gestão e de toda a equipe que compõe o estabelecimento de ensino. Os mais de 600 alunos do 1º ao 6º ano do ensino fundamental são distribuídos em diversas áreas do conhecimento, tais como música, capoeira, balé, xadrez e do Projeto Ordem Unida, que é o marco da escola.

É de conhecimento da comunidade que os projetos surgiram do esforço pessoal da gestora Gleides Borges Hartuique, que tem conquistado inúmeros parceiros para colocar as atividades em prática. Foi assim que Ismael Ferreira foi atraído pela ação, trabalhando ao lado do professor titular de música Carlos Eduardo Galvão. “Sabemos que a música é um diferencial na vida de qualquer pessoa porque trabalha toda e qualquer área de conhecimento do aluno. O cognitivo, a compreensão do mundo e acaba sendo uma porta de trabalho para que eles futuramente possam até associar a vida profissional à música”, observou o professor voluntário que se diz feliz com o trabalho.

 

 

 

 

 

 

Na sala destinada para a música, cerca de 300 alunos se dividem entre as aulas de canto e instrumentos de corda e sopro como a flauta. O professor Galvão, idealizador do projeto Harmonia Amazônica, oferece a experiência de mais de 30 anos de musicalização. Os resultados do trabalho surgem em forma de notas afinadas. “O projeto é novo, já faz parte da BNCC do currículo educacional. Trabalhamos com a parte teórica musical, onde envolve a matemática musical, conhecimento musical, figuras musicais, para que eles possam ter aptidão em fazer parte do projeto e, ao mesmo tempo, capacitando-os para leitura de partituras”, destaca o professor.

 

 

 

 

 

 

Sara Ferreira, de 12 anos e Ana Beatriz, de 11 anos, participam da turma de flauta. Maravilhadas, as meninas pensam em seguir carreira. “Eu tive que me esforçar para conseguir tocar a flauta, para mim está sendo muito legal porque quase ninguém tem essa oportunidade” disse a aluna.

Raica de Oliveira Lopes dança, canta e toca instrumentos. “Estou amando participar, eu descobri uma escola incrível que têm projetos maravilhosos”, enfatiza a aluna.

No balé da escola, os sonhos se tornam realidade. A menina Maria Paula, de 10 anos, é um exemplo de superação. A deficiência física não a impede de participar da dança. “Eu sempre sonhei em fazer o balé. Eu estou nas nuvens. Quando eu durmo já penso no balé, eu me amo porque sei fazer o balé e estou me esforçando”, ressalta a criança.

A professora Adriana Sousa diz que o balé não é só uma dança, mas lá as alunas também são educadas em outras áreas da vida. “A gente tem disciplina no balé, algo que está ajudando em sala de aula também”, afirma.

A vice-diretora da escola Edilene de Souza informa que o objetivo da equipe gestora, desde sempre, foi fazer da Cristo Rei uma escola ativa para desenvolver múltiplas inteligências. “A gente tem visto dentro da escola a motivação dos alunos em vir para cá. A escola está injetada neles. Isso não faz bem só para a escola, mas para toda a comunidade”, enfatiza a educadora.

Texto: Leydiane Silva

Fotos: Paulo Sérgio dos Santos

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