SMS: Campanha Janeiro Roxo promove ações de combate a hanseníase em todas as UBS

A Secretaria Municipal de Saúde, através da Diretoria de Atenção Básica, lança este mês a campanha Janeiro Roxo, aderindo à campanha mundial de combate a hanseníase. As ações serão realizadas em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS).

A programação prevê uma capacitação para médicos e enfermeiros, que compõem o serviço público de saúde, será realizada nos dias 08 e 09. O objetivo é informar a população quanto às causas e formas de transmissão da doença.

A médica dermatologista Dra. Ruth Alexandre esclarece que a hanseníase é uma doença que ainda persiste nos dias de hoje e é preciso a realização de campanhas e ações de combate. “Têm pessoas que acreditam que a hanseníase não existe mais, no entanto, ela existe e o Brasil só perde para a Índia em casos de hanseníase”, explica a médica.

A hanseníase é uma doença infecto-contagiosa causada por uma microbactéria e o contágio dela é feito a partir do contato com pessoas infectadas. A médica explica ainda que, no entanto, deve ser um contato prolongado com uma pessoa doente. “É muito comum em família, não pega a hanseníase por estar num ônibus que há uma pessoa com a doença ou num posto de saúde você não pega a doença”, observa a Dra. Ruth Alexandre.

Dra. Ruth Alexandre

Os sintomas mais comuns observadas são surgimentos de manchas anestésicas com uma diminuição de dor e sensibilidade no local. Outro sintoma é o acometimento de uma sensação de dormência na região do corpo mesmo sem ter mancha. A médica ressalta que qualquer alteração no corpo nesse sentido, a pessoa deve, obrigatoriamente, procurar uma unidade de saúde, onde será encaminhada  para o Centro de Especialidades. “Faremos uma capacitação de médicos e enfermeiros das UBS e os profissionais farão o atendimento em sua unidade e encaminharão os casos ao centro de especialidades” explica.

A hanseníase é uma doença crônica, transmissível que acomete pele e nervos periféricos, podendo causar incapacidades e deformidades físicas, principais responsáveis pelo estigma e preconceito que permeia a doença. Vale lembrar que a hanseníase tem cura. 

Texto: Victor Haôr
Fotos: Sérgio Barros e arquivo

 

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